Muito se discute a respeito de quem seria o rei do Rock and Roll. Alguns dirão que é Elvis Presley com seu gingado e voz negra, outros que é Chuck Berry e seus riffs peculiares, quem sabe Jerry Lee Lewis com seu piano matador, ou até mesmo Buddy Holly e suas melodias que antecederam os anos de 1960. A verdade é que o rock propriamente dito já vinha sendo construído por muita gente, desde os anos de 1930, e é justamente sobre uma mulher, negra, que nasceu em Cotton Plant, Arkansas no dia 20 de Março de 1915 que vou falar hoje.
Sister Rosetta Tharpe misturava música gospel com um ritmo muito próximo ao rock (que era um total desconhecido na década de 30). Tocava guitarra com muito feeling, e olha que uma mulher tocar guitarra naquela época era coisa rara! A artista começou a se apresentar precocemente aos quatro anos de idade. Na juventude apreciava blues e jazz escondido e tocava gospel publicamente. Há quem compare sua pegada na guitarra com o mestre Chuck Berry.
Ela fez a cabeça de muita gente. Entre seus fãs declarados está Johnny Cash, que no Rock and Roll Hall of Fame, se referiu à cantora como a sua preferida. Outras celebridades do rock como Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, Isaak Hayes e Aretha Franklin rasgaram elogios a Rosetta. Little Richard, em outra ocasião afirmou que ela era sua cantora favorita na infância.
A música “Strange Things Happening Every Day”, gravada em 1944 foi a primeira canção gospel a ir para o Top 10 da revista Billboard e algumas fontes a creditam como a primeira canção gravação de um Rock and Roll.
Por Marcelo Rezende.







