Obra-prima da banda deixava o chart da Billboard 200 após 741 semanas no posto, onde permanecia desde 1973 e para onde retornaria posteriormente, totalizando 950 semanas na parada norte-americana.
Há 37 anos, em 8 de outubro de 1988, o álbum The Dark Side of The Moon, do Pink Floyd, deixou a parada Billboard 200. Com isso, chegava ao fim uma permanência ininterrupta de 741 semanas consecutivas na lista. Lançado em 1973, este disco icônico permaneceu por 14 anos seguidos no ranking da Billboard (de março de 1973 a abril de 1988). Trata-se da mais longa permanência de um álbum na história das paradas musicais. Esse feito impressionante consolidou The Dark Side of The Moon como um fenômeno de longevidade sem precedentes nas paradas. Trata-se de um recorde absoluto que, décadas depois, ainda não foi superado e dificilmente será.
Recorde histórico nas paradas
A incrível marca de 741 semanas de The Dark Side of The Moon no Billboard 200 reflete a popularidade sustentada do álbum ao longo de décadas. Para se ter ideia do alcance desse recorde, sua trajetória inicial (1973–1988) atravessou quatro presidentes dos EUA, de Richard Nixon a Ronald Reagan. O álbum também passou por diversos ciclos culturais nos anos 1970 e 1980. O álbum debutou nas paradas em março de 1973 e alcançou o 1º lugar em abril daquele ano.
Ele continuou entre os mais vendidos mesmo após novos lançamentos da banda. O disco oscilava em posição conforme a popularidade do Pink Floyd crescia com os álbuns posteriores. Em julho de 1988, já em sua 736ª semana no ranking, The Dark Side of The Moon aparecia próximo ao fim da lista. Foi então que finalmente saiu do Top 200, encerrando sua incrível corrida contínua. Pouco tempo depois, porém, o disco retornou à parada por mais cinco semanas. Esse retorno elevou o total para 741 semanas acumuladas na Billboard 200.
Retorno às paradas
Mesmo após sair do ranking principal, o legado comercial do álbum continuou. Anos mais tarde, graças a relançamentos e ao interesse de novas gerações, The Dark Side of The Moon voltou a entrar esporadicamente na parada americana. Em 2020, por exemplo, o clássico reapareceu no chart em meio à popularização do streaming, impulsionada pelo isolamento da pandemia. A falta de lançamentos inéditos também contribuiu para apresentar o disco a um novo público. Essas retomadas tardias permitiram que o álbum quebrasse seu próprio recorde. Recentemente, The Dark Side of The Moon tornou-se o primeiro da história a atingir a marca de 950 semanas no Billboard 200. Nenhum outro álbum chegou perto desse desempenho extraordinário. O segundo colocado em tempo de parada é o greatest hits Legend, de Bob Marley, com 625 semanas no Top 200. Esse número representa menos de dois terços do total alcançado pelo Pink Floyd.
Impacto cultural e o tamanho musical de “TDSOTM“
Muito além dos números, The Dark Side of The Moon firmou-se como uma obra de enorme impacto cultural e importância musical. O álbum figura frequentemente nas listas dos melhores de todos os tempos da crítica especializada. Ele ajudou a elevar o patamar artístico do rock ao explorar temas complexos (como tempo, dinheiro, conflitos, saúde mental e mortalidade) em um formato coeso de álbum conceitual. Seu sucesso global trouxe fama internacional ao Pink Floyd e revolucionou os parâmetros comerciais da indústria fonográfica na década de 1970.
Estima-se que o disco já tenha vendido cerca de 50 milhões de cópias ao redor do mundo. Isso o consagrou como o álbum mais vendido dos anos 70 e um dos mais vendidos da história, ocupando a quarta posição entre os recordistas mundiais de vendas. Até hoje, passadas mais de cinco décadas do lançamento, Dark Side continua vendendo milhares de cópias anualmente. Esse desempenho comprova seu apelo duradouro, em algumas semanas, o álbum chega a superar lançamentos atuais nas paradas.
Reconhecimento oficial
A influência cultural do álbum também foi reconhecida oficialmente. Em 2012, a Biblioteca do Congresso dos EUA selecionou The Dark Side of The Moon para preservação em seu Registro Nacional de Gravações. Segundo o órgão, o álbum é “culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo“. Pat Loughney, responsável pelo registro, observou que a obra “atingiu uma ressonância cultural que conseguiu saltar de uma geração para a próxima“. Assim, essa obra permaneceu relevante para o público muito além de seu tempo. A icônica capa do prisma, a produção de som pioneira e as composições refinadas contribuíram para que o disco se tornasse um marco do rock. Passados 37 anos desde seu recorde inicial nas paradas, The Dark Side of The Moon permanece não apenas um fenômeno de vendas, mas também uma referência fundamental na cultura pop e na história da música.









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