A frase fora proferida plo “Louco Diamante” para o reporter do The Guardian em 2001, 5 anos antes de sua morte
Syd Barrett, o gênio por trás dos primeiros anos do Pink Floyd, sempre foi uma figura enigmática e fascinante. Conhecido por sua mente brilhante e seu estilo de vida psicodélico, Barrett deixou um legado que transcende a música, mas suas últimas palavras públicas conhecidas são tão intrigantes quanto sua carreira. Em 2001, cinco anos antes de sua morte, Barrett foi abordado por um repórter do The Guardian em sua cidade natal, Cambridge, e suas respostas se tornaram lendárias.
De acordo com o site Far Out, o repórter perguntou a Barrett se ele era realmente o vocalista do Pink Floyd. A resposta de Barrett foi tão peculiar quanto sua personalidade: “Nunca ouvi falar dele. Ele é um desses rappers?“. Em seguida, ele acrescentou: “Deixe-me em paz. Preciso pegar uma salada de repolho“.
Essa frase, aparentemente banal, tornou-se icônica e é frequentemente citada como suas “últimas palavras públicas”. No entanto, é importante notar que essas não foram necessariamente suas últimas palavras de fato, essas, provavelmente foram ouvidas por um familiar ou pessoas próxima a Syd, nos 5 anos subsequentes, até a sua morte em 7 de julho de 2006.
No Pink Floyd, suas últimas palavras ou último verso escrito estão em “Jugband Blues“, canção de sua autoria, que encerra o 2º e último trabalho em que ele participou do grupo que criou: “A Saucerful of Secrets” (1968). confira logo abaixo:
“E o mar não é verde
“And the sea isn’t green
E eu amo a Rainha
And I love the Queen
E o que exatamente é um sonho?
And what exactly is a dream?
E o que exatamente é uma piada?“
And what exactly is a joke?“
A vida reclusa de Syd Barrett
Após deixar o Pink Floyd em 1968, Barrett retirou-se completamente da vida pública. Ele passou o resto de seus dias em Cambridge, longe dos holofotes e das demandas da fama. Sua decisão de se afastar foi influenciada pelos efeitos da psicodelia e por suas próprias lutas pessoais, mas isso não diminuiu o impacto que ele teve na música e na cultura.
Barrett raramente dava entrevistas ou aparecia em público, o que tornou esse encontro com o repórter do The Guardian ainda mais significativo. Sua resposta despretensiosa e até humorística reflete o quão distante ele estava do mundo do rock e do estrelato que ajudou a criar.
O legado do “Louco Diamante”
Syd Barrett pode ter deixado o Pink Floyd cedo, mas sua influência na banda e no rock como um todo é inegável. Ele foi o principal arquiteto do som psicodélico que definiu os primeiros álbuns do grupo, como “The Piper at the Gates of Dawn“. Sua criatividade e visão única continuaram a inspirar artistas e fãs ao redor do mundo.
Embora suas últimas palavras públicas tenham sido sobre uma salada de repolho, o verdadeiro legado de Barrett está em sua música e na maneira como ele desafiou as convenções, tanto na vida quanto na arte. Sua história é um lembrete de que o brilho de uma estrela pode ser intenso, mas nem sempre duradouro e que, às vezes, a simplicidade de uma frase pode encapsular a complexidade de uma vida.
Uma despedida enigmática
Syd Barrett faleceu em 2006, vítima de câncer de pâncreas, mas suas últimas palavras públicas continuam a ecoar como um testemunho de sua personalidade única e de seu desejo de viver longe dos holofotes. Seja comprando salada de repolho ou criando músicas que mudaram o curso do rock, Barrett sempre soube o que queria e mais ainda, o que não queria, e é por isso que ele permanece tão amado e reverenciado até hoje.
Descanse em paz, Syd Barrett. Sua música e seu espírito seguem a brilhar como um “Louco Diamante” no éden.









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