Grupo de 4 pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), também músicos, não hesitara em dar o nome de sua banda predileta à descoberta.
A equipe do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais e Conservação (PPG-CiAC) da UFRJ descreveu uma nova espécie de peixe-bruxa do litoral sul do Brasil. Os autores deram à espécie o nome científico Myxine floyd em homenagem à banda Pink Floyd. O artigo com a descrição foi publicado na Zoological Journal of the Linnean Society em 2 de março de 2026.
O exemplar tipo mediu 29,3 centímetros e foi coletado em águas profundas entre 400 e 750 metros, ao largo do litoral de Santa Catarina. Os autores registraram caracteres morfológicos e dados moleculares que distinguem a nova espécie de congêneres. Estudos filogenéticos indicam que a espécie ocupa um ramo basal dentro do gênero Myxine, reforçando a relevância do Atlântico Sul na diversificação do grupo.
Os espécimes estão depositados na Coleção de Peixes do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade — NUPEM/UFRJ. A disponibilização do holótipo permite novas comparações e futuros estudos taxonômicos e biogeográficos.
Motivação para o nome
Os quatro autores, Michael Mincarone, Yan Kurtz, Fabio Di Dario e Pablo Gonçalves, incluem três docentes e um egresso do PPG-CiAC. Três deles tocam em uma banda tributo chamada Myxini Floyds. Por essa razão, optaram pelo epíteto específico floyd como homenagem.
O primeiro autor, Professor Michael Maia Mincarone, explicou a escolha:
“Quando descobrimos essa espécie de peixe-bruxa, que possui coloração rosada em vida, e acertamos que os três participariam da autoria do artigo, não houve muitas dúvidas…precisávamos homenagear a banda que tanto adoramos e que teve tanto impacto em nossas vidas”.
O coautor Pablo Rodrigues Gonçalves ressaltou o papel das análises moleculares:
“… o uso de ferramentas moleculares foi fundamental para validar a descoberta da espécie nova e constatar que ela se diferenciou há muito tempo dentro do gênero Myxine.”
Além do tributo cultural, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a fauna profunda brasileira. A descoberta reforça a necessidade de inventários e de preservação de habitats oceânicos pouco conhecidos. Os autores destacam que linhagens basais de vertebrados, como os peixes-bruxa, são essenciais para entender a história evolutiva dos vertebrados.









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