Cantor foi um dos maiores representantes do samba carioca e era figura ilustre do G.R.E.S. Império Serrano
Nesta sexta‑feira, 8 de agosto de 2025, morreu Arlindo Domingos da Cruz Filho, conhecido como Arlindo Cruz, aos 66 anos, no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro. Figura emblemática do samba carioca, destacou‑se como compositor, instrumentista e intérprete de expressivo legado cultural.
Desde 2017, o sambista enfrentava grave Acidente Vascular Cerebral (AVC), cuja recuperação foi longa e marcada por internações e cuidados médicos contínuos. O AVC interrompeu sua trajetória artística, mas seu impacto e legado permaneceram vivos na memória do samba.
Arlindo emergiu na cena musical nas rodas de samba do Cacique de Ramos, ao lado de Jorge Aragão, Beth Carvalho e outros nomes de peso. Em 1981, integrou o Fundo de Quintal e rapidamente se destacou como compositor e cavaquinista. Suas composições ganharam vozes consagradas de intérpretes como Zeca Pagodinho, Alcione e Beth Carvalho.
Em 1993, iniciou carreira solo, consolidando seu nome com participações e álbuns em parceria com Sombrinha e com o filho Arlindinho, como no projeto “Pagode 2 Arlindos” . Além disso, compôs mais de 700 músicas gravadas por diversos artistas.
Sua relação com o Carnaval carioca foi intensa. Por muitos anos, assinou sambas‑enredo para o G.R.E.S. Império Serrano. Em 2023, a escola o homenageou com o enredo “Lugares de Arlindo”, exaltando sua história. Ele também compôs para outras agremiações, como Grande Rio, Vila Isabel e Leão de Nova Iguaçu.
A família, por meio de comunicado, agradeceu as inúmeras manifestações de carinho recebidas e ressaltou o legado de amor, fé e dedicação deixado pelo artista. Arlindo Cruz deixa a esposa Babi Cruz (também identificada como Bárbara em alguns relatos), o filho Arlindinho e a filha Flora.








