Músico tinha 77 anos de idade.
Bobby Whitlock morreu aos 77 anos, às 1h20 de 10 de agosto de 2025, em sua casa no Texas, cercado pela família. A empresária Carol Kaye confirmou a informação. A causa foi câncer.
Whitlock foi cantor, tecladista e coautor central no Derek and the Dominos, grupo de Eric Clapton. O artista ajudou a moldar o disco clássico Layla and Other Assorted Love Songs (1970), escrevendo, entre outras, “Bell Bottom Blues”, “Tell the Truth” e “Why Does Love Got to Be So Sad?”.
Clapton lamentou publicamente a perda e enviou condolências à esposa, CoCo Carmel, e à família. Whitlock deixa, além da esposa, três filhos: Ashley Faye Brown, Beau Elijah Whitlock e Tim Whitlock Kelly.
Trajetória e legado
Nascido em Memphis, em 1948, Whitlock se formou no ambiente ligado à Stax Records e tornou-se o primeiro artista branco contratado pelo selo. O jovem músico rapidamente se destacou ao teclado e ao órgão.
Nos anos finais da década de 1960, integrou a banda Delaney & Bonnie and Friends, onde conviveu com músicos que mais tarde formariam o Derek and the Dominos, ao lado de Clapton, Jim Gordon e Carl Radle. No período, contribuiu também para All Things Must Pass, de George Harrison.
Após o fim do grupo, Whitlock lançou álbuns solo, colaborou em gravações de artistas de rock e soul e seguiu como referência de blues rock com sotaque sulista.
Repercussão e créditos
O papel de Whitlock no Layla é amplamente reconhecido pela crítica e por colegas. Sua parceria autoral com Clapton rendeu canções que se tornaram padrões do repertório setentista.
Nos últimos anos, o músico voltou a gravar e abraçou as artes visuais, mantendo produção intensa de pinturas. Em 2024, recebeu homenagem na Beale Street Walk of Fame, em Memphis.
A morte de Bobby Whitlock encerra a trajetória de um artista que uniu técnica, sensibilidade e contribuição direta para obras definidoras do rock. Com sua morte, Eric Clapton passa a ser o único íntegrante sobrevivente do grupo Derek and the Dominos.








