Músico tinha 73 anos e se notabilizou por se apresentar com nomes como Milton Nascimento, Madonna e Al Di Meola.
Anthony Jackson morreu no domingo, 19 de outubro de 2025, aos 73 anos. A informação chegou a público pela Fodera Guitars e já repercutida, com causa da morte ainda não revelada, muito embora se saiba que o artista vinha sofrendo com as consequências de AVCs recentes. Jackson é amplamente creditado como idealizador do conceito moderno de baixo de seis cordas, que ele chamava de “contrabass guitar”.
Legado e tributos imediatos
A Fodera lamentou a perda e destacou a dimensão de sua influência.
“Estamos profundamente tristes ao saber do falecimento de Anthony Jackson – um dos baixistas mais visionários e influentes na história de nosso instrumento. Ele idealizou o conceito da ‘contrabass guitar’ de seis cordas, revolucionando o papel do baixo elétrico na arte, no jazz, no funk e além.”
O guitarrista Al Di Meola também prestou homenagem.
“Anthony foi um dos músicos mais extraordinários com quem já tive a honra de tocar – um verdadeiro inovador cujo gênio no contrabaixo de seis cordas remodelou a música moderna.”
Colaborações e marcos da carreira
Ao longo de cinco décadas, Jackson atuou como sideman e músico de estúdio em jazz, fusion, R&B e pop. Entre suas colaborações estão Madonna, Chaka Khan, Roberta Flack e Buddy Rich, além de uma longa associação com Al Di Meola.
No campo da música brasileira, o baixista gravou com Milton Nascimento. Em Angelus (1993), Jackson aparece creditado como “contrabass guitar”, reforçando a presença de seu timbre grave e articulado em faixas do álbum.
Além do trabalho em estúdio, sua concepção de instrumento ampliou a tessitura e a função harmônica do baixo. Jackson afinava o contrabaixo de seis cordas em BEADGC, formato que expandiu possibilidades melódicas e de voicings, e que se tornou referência para gerações posteriores.








