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Grace Slick: Sim, o blues-rock psicodélico ainda tem uma mulher que é lenda viva

A eterna diva e dona da voz lasciva e potente do rock psicodélico sanfranciscano, Grace Slick, sempre foi a meu ídolo musical feminino mor, trazendo na sua voz e canto toda a essência da contracultura sessentista da qual adviera.



Ela nascera nos arredores de Chicago, mas foi na costa oeste americana, mais precisamente em São Francisco, Califórnia, nas imediações da Haight-Ashbury, distrito ícone do movimento hippie da região, que fizera história.

Inicialmente, em 1965, Grace integrou juntamente com seu então marido, Jerry Slick e irmão Darby, a banda The Great Society, que nessa época abria shows para a Jefferson Airplane. Com a saída da cantora Signe Toly Anderson do Jefferson, Slick foi a escolha natural e imediata para a substituição e levou com ela os clássicos “Somebody To Love“, que havia sido lançado como single do Great Society, além de “White Rabbit“.

Deste modo, não somente a Great Society sucumbiu, bem como o casamento de Grace com Jerry também. Posteriormente ela se envolveria com outro Jerry, o Garcia da Grateful Dead, além de Jim Morrison, seu outro marido, Skip Johnson, e por fim, o parceiro de Airplane, Paul Kantner.
Grace Slick foi uma artista psicodélica na acepção total do termo. Amisíssima de Janis Joplin (não, não havia nenhuma rivalidade) e Tricia Nixon, filha do presidente Nixon, que quase teve seu chá agraciado com LSD, numa traquinagem arquitetada pelas três fanfarronas numa festa da Casa Branca. Obviamente após tal episódio, Grace Slick ficara proibida de entrar na sede do governo americano novamente.

Nascida com uma voz feita pra cantar em tom alto, ela em entrevistas revelou enorme dificuldade pra cantarolar baixinho uma canção de ninar por exemplo. “Simplesmente a voz não sai”, disse Grace.
Em 1967 veio o estrelato quando o segundo álbum do Jefferson Airplane, “Surrealistic Pillow”, fora lançado trazendo os velhos sucessos do Great Society, “Somebody To Love” e “White Rabbit” inclusos.



1969 e o Woodstock mudava o mundo. E elá estava Slick e seu Jefferson, numa apresentação fantástica.

Mas foi na década de 70 que Grace Slick compôs sua obra-prima, “Manhole“, seu primeiro álbum solo feito para um filme homônimo, onde a música-título, onde ela canta em três idiomas e toca piano, já seria suficiente para tal elogio. Além desse ainda vieram mais os solos: “Dreams” (1980), “Welcome to the Wrecking Ball!“(1981) e “Software” (1984).

Na década de 70 o Jefferson Airplane se rearranjou com o novo nome de Jefferson Starship, onde Grace permaneceu até 1978, quando fora demitida devido à impossibilidades pelo alcoolismo. Ela foi reintegrada no ínicio da década seguinte, ficando até 1988.

Infelizmente uma traqueostomia em 2006 cessou de vez a possibilidade dessa cantora espetacular voltar a soltar sua voz e desde então ela se dedica à pintura.



Contemplem a diva nos vídeos e áudio abaixo:

Jefferson Airplane – “Somebody To Love”

Jefferson Airplane – “White Rabbit” Live at Woodstock”

Grace Slick – “Manhole”



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