Celebrando os 50 anos da realização do maior festival de música da história, Woodstock, Três Dias de Paz, Amor e Música, realizado em Watkins Glen, no Estado norte-americano de Nova Iorque em agosto de 1969, dessa vez haverá não um, mas sim dois festivais concorrentes nos dias 16, 17 e 18 de agosto de 2019.
O Bethel Woods Music and Culture Festival acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, exatamente no mesmo local onde ocorrera o histórico festival em 1969, é é neste que saiu a primeira confirmação de atração: o guitarrista mexicano Carlos Santana, que tocou no evento original, fará show integrando sua turnê com os Doobie Brothers.
Porém, este evento não é o oficialmente reconhecido por um dos organizadores do Woodstock em 1969, o produtor Michael Lang, que realizará outra festa a 200 quilômetros dali, nos mesmos dias do concorrente.
Considerando a realização de dois eventos simultaneamente celebrando Woodstock, dobram-se as possibilidades de termos mais medalhões, participantes do evento original ou quase, e mesmo outros nomes do rock e afins que adquiriram grande relevância de lá para cá.
Além do já supracitado e confirmado Carlos Santana, listamos abaixo, algumas possibilidades existentes de nomes de peso da música que ainda estão na ativa, pertinentes ao evento e que fariam tal celebração se tornar inesquecível.
Seriam elas:
The Who
A banda bretã se apresentara no evento original com uma performance inesquecível. Hoje contando com metade de sua formação que tocara na época, com Roger Daltrey e Pete Townshend ativos, eles se tornam viáveis, pois têm planos para novo álbum e turnê com orquestra, embora o vocalista Roger Daltrey não esteja empolgado com a ideia, alegando “ser impossível recriar a magia da época“.
Bob Dylan
O grão-mestre do folk-rock sessentista recusou participar do festival original, portanto seria épico se participasse agora
Joan Baez
Outra que participara elegantemente em 69, a diva-mor do folk-rock lançara álbum recentemente e este seria o palco perfeito para divulgá-lo, além de executar seus clássicos, claro.
Grateful Dead
Jerry Garcia, primeiro e único já nos deixou, mas outros membros do grupo ainda vivem. Apesar de já terem feito oficialmente seu show derradeiro, Abrir uma exceção para tocar no Woodstock 2019 poderia lavar a alma, uma vez que em 69 o show da banda foi literalmente inundado pelas fortes chuvas, o que atrapalhou demais a performance.
Estes estão sempre na estrada e só devem parar quando morrerem pelo visto. Não participaram de Woodstock 69, mas tocaram no Altamont Festival quatro meses depois, evento marcado por brigas e morte de um expectador. O Woodstock era onde os Stones deveriam estar. Quem sabe agora.
Paul McCartney e Ringo Starr
Em 69 os Beatles lançavam o icônico álbum “Abbey Road”, fechando os seus trabalhos. Ainda que fossem chamados, não haveria clima para o Woodstock. Agora, com Paul McCartney na estrada e Ringo Starr disponível, seria ótimo termos 50% dos Fab Four no evento.
Crosby, Stills, Nash & Young
Apesar das desavenças recentes entre David Crosby e Neil Young, o fato dos quatro músicos que tocaram em 69 ainda estarem vivos é uma glória a celebrada num evento deste, praticamente obrigatório.
Bruce Springsteen
Se fosse alguns anos mais novo e tivesse iniciado antes a sua carreira, The Boss seria nome certo para o primeiro Woodstock. Sua personalidade e perfil artístico é um símbolo do norte-americano politizado, a cara do evento.
Blind Faith
Eles tocavam brilhantemente à época do festival original, mas não participaram deste. Eric Clapton e Steve Wnwood se apreesntaram diversas vezes juntos na última década. Clapton adoeceu, mas ainda faz shows. Era o caso de contatar o baterista Ginger Baker, que completará 80 anos no mês do festival. Numa dessas ele topa e pá, Blind Faith no Woodstock 50.
Led Zeppelin
Uma das maiores bandas de rock and roll deste planeta, completara no ano passado 50 anos de sua criação e celebrou com lançamento de livro ilustrado contando a sua história. O vocalista Robert Plant declarou que de alguma forma o aniversario da banda seria lembrado e o guitarrista Jimmy Page disse que em 2019 teremos coisas novas. Nada seria melhor do que uma reunião em Woodstock 50.
Deep Purple
Uma das maiores bandas do hard rock inglês está realizando a sua turnê derradeira, sem data para um show final. Estarão no festival de Montreux em julho. Passar por ou mesmo encerrar os trabalhos em Woodstock em agosto seria histórico, chave de ouro.
Jethro Tull
A banda icõnica cinquentona de Ian Anderson se recusou a tocar no Woodstock por culpa de seu empresário na época que considerou que o festival estaria cheio de “drogas, prostituição e hippies”. Agora sem esse idiota por perto, quem sabe Anderson não remonta o seu Tull para uma nova redenção em 2019?
King Crimson
Outra banda que irá para estrada celebrar seus 50 anos de carreira. A grande trupe de Mr. Robert Fripp tem shows agendados para 2019 e é só coisa grande, como Royal Albert Hall e Rock in Rio. Por que não em Woodstock?
Yes
Os clássicos cinquentenários do rock progressivo bretão fizeram uma mitose musical e hoje temos dois Yes. O mais ativo é o ARW, contando com Jon Anderson, Trevor Rabin e Rick Wakeman. Yes no Woodstock já!
Pink Floyd
Ok, Syd Barrett é o pinkfloydiano mais afim ao clima woodstockiano e hoje é apenas uma lenda, um diamante no céu. Richard Wright lá lhe faz companhia. Porém o baterista Nick Mason parece ter rejuvenescido 50 anos, voltara a tocar canções do início dos tempos do Pink Floyd com a sua nova Saucerful of Secrets , e tem declarado que ele, Roger Waters e David Gilmour já passaram da idade de brigas. Mason se dá bem com os outros dois, que já disseram que poderiam aparecer para “canjas” com a Saucerful of Secrets. Quem sabe em Woodstock 50?
E voce? em qual destes ou mesmo outros de fora desta lista você aposta e/ou deseja em Woodstock 50?

























