Bandas brasileiras em busca de reconhecimento
Por Lucas Matheus.
No coração das grandes metrópoles brasileiras, uma cena apaixonada pela música está emergindo das sombras: a cena underground do rock e metal.
Longe dos holofotes da mídia mainstream, bandas locais estão lutando arduamente para serem ouvidas e reconhecidas em um mercado saturado, onde os investimentos são todos voltados para músicas sertanejas, pop e funk. O que não é uma crítica, pois a público para todos os gostos.
Aliás não só bandas de rock lutam por um lugar ao sol, como músicos independentes de todas as vertentes, brigam para que o seu espaço no mercado seja reconhecido.
O Cenário Atual:
Enquanto o Brasil é conhecido internacionalmente por sua música diversificada, sua cultura plural, o rock e o metal muitas vezes lutam para encontrar espaço nos meios de comunicação tradicionais. No entanto, isso não impediu que uma nova geração de músicos e fãs se juntassem para criar uma cena unida, o Brasil é imenso e aqui cito alguns exemplos de bandas e artistas não tão populares que você pode conferir
Diretamente do interior de São Paulo na cidade de Campinas, surge a “Fogo 51” (informações do site overrocks.com.br)

“O projeto Fogo 51 surgiu no cenário independente com uma formação de parceiros, como Roberto Stenvenson (INSULTO, SACUDOS OS CABELOS E GREASE), Nino Fonseca (INSULTO, RagaR e P.U.L.G.A), JP Ignácio (RagaR) e do rapper Queiroz, artista conhecido no cenário do rap nacional. Em uma mistura de estilos e influências a banda inicia sua jornada.”

Também da cidade de Campinas temos a banda “Vesperaseth”, com seu estilo voltado para o Doom/Death metal, as letras abordam temas da literatura. O grupo se formou em 2013 seguindo ativo até os dias de hoje. Inclusive estão para lançar um novo álbum e recentemente criaram uma enquete para decidir a arte da nova capa.

Adentrando na loucura das ruas de Guarulhos, temos a artista Haney, uma garota, mãe e de uma personalidade verdadeiramente forte.
De forma independente ela vem lançando trabalhos incríveis, com um timbre vocal o único, a artista emociona ao entoar suas letras e vivências.
Seu mais recente trabalho foi o EP intitulado “Gravidade”.
De forma muito pessoal ela coloca toda sua emoção nas canções. Uma verdadeira viagem a sua vida pessoal.

Ainda na loucura da cidade paulistana gostaria de citar a banda Van Dorte, liderada por um vocalista de personalidade forte chamado Félix Duarte, o grupo luta para um espaço mais justo e lançou um single recente chamado “Surrender”. Vale conferir o trabalho dos garotos. O vocalista Félix abertamente gay é um exemplo de representatividade no meio do metal.
Voltando para o interior, mais precisamente Campinas, nós temos o excelente duo Fenrir’s Scar, a vocalista Dezsireé Rezende e seu companheiro de jornada André Baida tem trabalhando duro para lançar materiais e clipes. Recentemente estrearam um novo álbum chamado “Love Hate/Hope/ Despair.
É claro que o nosso país é gigante, há artistas e bandas independentes espalhadas por todo Brasil, a música como antídoto serve para aliviar a alma, unir cada vez mais as pessoas e também para que coloquemos nossos anjos e demônios dançando na mente das pessoas.
Há músicos excelentes espalhados por todos os estados, esses exemplos citados são alguns dentre muitos outros.
Desde que seu ouvido esteja aberto para algo novo, sempre haverá um horizonte que você pode explorar e se identificar.
O grande compositor e líder da banda Nightwish disse uma vez a seguinte frase “Enquanto houver beleza e escuridão no mundo, a jornada vai continuar”.
Enquanto houver público, ouvinte e pessoas dispostas, a música tende a crescer cada vez mais.
Os Desafios Enfrentados:
Apesar do talento e da paixão, as bandas underground enfrentam uma série de desafios, como a falta de apoio financeiro e a escassez de locais adequados para shows, esses são apenas alguns obstáculos que precisam ser superados. Além disso, a competição com artistas mais comerciais muitas vezes dificulta a exposição de seu trabalho.
No entanto, apesar dos obstáculos, as bandas brasileiras de rock e metal permanecem resilientes. Com uma base de fãs dedicados e de iniciativas locais tais como festivais independentes e rádios comunitárias, esses músicos continuam a criar e a se apresentar com paixão e convicção.
Viva a arte que nos une!
O Futuro da Cena Underground:
À medida que mais pessoas descobrem a riqueza e a diversidade da cena underground do rock e metal e da música como um todo no Brasil, há esperança de que essas bandas e esses artistas finalmente recebam o reconhecimento que merecem.
Com o advento das mídias sociais e plataformas de streaming, o acesso à música independente está se expandindo, oferecendo novas oportunidades para que esses talentos emergentes sejam ouvidos em todo o mundo. Basta nos ouvintes abrirmos os nossos ouvidos para novos estilos, novos artistas e novas bandas. Nosso papel como consumidor é extremamente importante para manter a chama acesa, comprar o merchan, comprar o álbum, o ingresso para o show que muitas vezes são valores irrisórios mas que os artistas praticamente se matam para conseguir vender alguma coisa.
Aqui caro leitor, peço desculpas se escrevi algo errado e reconheço que a representatividade é importantíssima para movimentar a cena.
Há bandas do norte do país e artistas incríveis independentes de todas as regiões, meu papel como comunicador é sempre me atentar e aprender a também divulgar músicos de todos os lugares.
Firmo um compromisso que me esforçarei para ouvir e divulgar para vocês.
Encerro dizendo que enquanto a cena do rock e do metal underground no Brasil continua lutando por visibilidade e reconhecimento, uma coisa é certa: o espírito apaixonado e a criatividade desses músicos não podem ser ignorados. Com perseverança e apoio mútuo, eles estão pavimentando o caminho para um futuro onde a música independente brilhe tão intensamente quanto as estrelas do mainstream.








