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Rush: Geddy Lee diz que vê um “potencial criativo imenso” para novas músicas com Anika Nilles às baquetas

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Rush: Geddy, Alex & Anika

Baixista afirmou que ele e Alex Lifeson voltaram a compor juntos e que pode ser divertido gravar com a baterista germânica.

Geddy Lee expressou um otimismo renovado sobre o futuro do Rush. O lendário baixista, tecladista e vocalista indicou a possibilidade de novas composições. Ele destacou o papel da baterista alemã Anika Nilles nesse processo criativo. Lee e o guitarrista Alex Lifeson estão trabalhando juntos novamente. Eles iniciaram sessões de improviso em um ambiente descontraído e produtivo. O músico afirmou que vê um potencial imenso na nova colaboração. A parceria com Nilles surgiu durante os preparativos para a nova turnê. Esta nova fase marca o fim de um hiato de onze anos. O grupo não lança material inédito desde a morte de Neil Peart.

O retorno inesperado de uma instituição do rock



Geddy Lee revelou que sua intenção inicial era apenas criar música sozinho. Ele não planejava envolver Alex Lifeson em seus projetos particulares. No entanto o cenário mudou quando os dois amigos começaram a tocar. O entrosamento natural entre os fundadores do Rush falou mais alto.

Minha intenção, antes de entrarmos nesta celebração da história do Rush, era reunir algumas músicas.

Ele presumiu que faria isso por conta própria inicialmente. Contudo o clima de jam session trouxe novas possibilidades artísticas. Lee começou a ver a chance de criar algo com Lifeson. O trabalho para a nova turnê suspendeu esses planos momentaneamente.

O impacto profundo da ausência de Neil Peart

Neil Peart era muito mais do que apenas o baterista da banda. Ele atuava como o principal letrista do trio canadense. Sua morte em janeiro de 2020 deixou um vazio imensurável. Lee e Lifeson fizeram um profundo exame de consciência. Eles decidiram que sentiam falta de tocar aquelas músicas clássicas. A decisão de retornar aos palcos foi difícil emocionalmente. Eles reconhecem que o amigo Neil Peart é absolutamente insubstituível. “Como substituir o insubstituível, por assim dizer?“, questionou o baixista. A escolha por Nilles foca na continuidade artística do grupo. O objetivo principal é honrar a vida e o gênio de Neil.

A reconexão orgânica entre Geddy Lee e Alex Lifeson

A volta do Rush aos palcos não ocorreu de forma planejada. O processo começou com encontros informais na casa de Geddy Lee. Os músicos apenas queriam desfrutar da companhia um do outro. Eles começaram a tocar canções antigas por pura diversão. A alegria de executar o repertório dispersou as nuvens escuras. “Nós estávamos rindo muito e aproveitando tanto“, relatou o vocalista. Esse sentimento de felicidade motivou a ideia de uma nova turnê. Lifeson admitiu que percebeu o quanto ama tocar. O guitarrista estava envolvido em outros projetos musicais menores. No entanto nada se comparava à energia das canções do Rush.

O papel vital de John McIntosh na nova formação



A escolha de um novo baterista era o maior desafio. O técnico de baixo de Lee, John McIntosh, indicou Anika Nilles. McIntosh trabalhou com Jeff Beck na última turnê do guitarrista. Nilles era a baterista de Beck naquelas apresentações mundiais. O técnico voltou da turnê elogiando muito o talento dela. Ele destacou que ela era uma jogadora brilhante e dedicada. Lee e Lifeson decidiram então entrar em contato com a alemã. Eles queriam ver como seria tocar com outra pessoa. O encontro inicial ocorreu de forma muito discreta no Canadá. Eles se trancaram em um estúdio por uma semana inteira.

Quem é Anika Nilles e sua trajetória profissional

Anika Nilles nasceu em 29 de maio de 1983 na Alemanha. Ela cresceu em uma família repleta de bateristas talentosos. Seu pai ensinou os primeiros grooves quando ela era criança. Nilles começou a tocar o instrumento aos seis anos. Ela teve uma carreira inicial na área da educação social. A baterista trabalhou como professora de pré-escola por cinco anos. No entanto ela decidiu seguir sua verdadeira paixão musical. Ela se formou em música popular na Popakademie Baden-Württemberg. Sua carreira explodiu no YouTube no início da década de 2010. Ela lançou álbuns aclamados como Pikalar e False Truth.

A ciência rítmica e as quintinas germânicas

Nilles é reconhecida mundialmente por sua precisão técnica extrema. Ela domina o uso de agrupamentos de notas alternativos. O uso de quintinas e sextinas é sua marca registrada. Ela consegue aplicar padrões complexos sobre batidas de rock tradicionais. “Ela tem uma facilidade técnica excelente“, observou Geddy Lee. A baterista encara a bateria como um instrumento melódico. Seu estilo combina influências de jazz, funk, pop e rock. Ela lançou vídeos didáticos sobre modulações métricas e loops. Muitos drummers a consideram uma das melhores da atualidade. Sua técnica ajudará a reproduzir as partes complexas de Peart.

Sessões secretas e o processo de tradução musical

Os ensaios iniciais com Nilles foram mantidos em segredo. A banda queria testar a química sem pressão externa. Lee explicou que o processo foi como uma tradução. Nilles não cresceu ouvindo a discografia densa do Rush. “Ela não era uma fã do Rush“, revelou o baixista. Isso permitiu que ela abordasse as músicas sem preconceitos. No entanto ela teve que aprender nuances muito específicas. Geddy e Alex explicaram a natureza idiossincrática das composições. Eles detalharam como as músicas foram construídas originalmente. A baterista se mostrou uma trabalhadora incrivelmente esforçada.

A complexidade intrínseca do catálogo do Rush



As canções do Rush são conhecidas por sua dificuldade técnica. Alex Lifeson notou a riqueza das letras e arranjos. Ele se sentiu desafiado ao revisitar o material antigo. A execução exige uma precisão absoluta de todos os membros. Lee mencionou que explicar essas sutilezas foi uma tarefa árdua. Nilles às vezes se sentia sobrecarregada pelo volume de detalhes. No entanto sua atitude positiva ajudou muito os veteranos. Ela precisou entrar no espaço mental de Neil Peart. O objetivo era capturar o sentimento correto das canções. A banda está ensaiando cerca de quarenta músicas diferentes.

Estrutura e logística da turnê Fifty Something

A turnê celebrará cinquenta anos de história do grupo. O nome oficial escolhido foi Fifty Something Tour. A estreia mundial ocorrerá em Los Angeles em junho. O KIA Forum sediará as quatro primeiras apresentações. Esta arena foi o palco do último show original. A banda planeja um formato de dois sets por noite. Cada apresentação terá uma seleção distinta de canções. O repertório total será extraído de trinta e cinco faixas. Lee e Lifeson querem oferecer clássicos e raridades. A demanda por ingressos causou a expansão do itinerário.

Logística pelas Américas em 2026

O Rush percorrerá dezessete cidades importantes no total. O roteiro inclui passagens pelos Estados Unidos e Canadá. O México também receberá apresentações na Cidade do México. Toronto terá quatro shows na Scotiabank Arena em agosto. Esta é a cidade natal dos membros fundadores. A turnê passará por Chicago, Nova York e Cleveland. Cleveland possui um significado especial para o grupo canadense. Foi lá que a banda teve seu primeiro sucesso internacional. O encerramento das datas confirmadas será em dezembro de 2026. Vancouver e Seattle também estão na lista de cidades.

Novas composições e o horizonte criativo pós-turnê

A possibilidade de novas músicas empolga Geddy Lee. Ele vê um potencial criativo imenso na nova formação. “Seria divertido ver o que ela pode fazer“, disse. Ele se referia à colaboração em estúdio com Nilles. O baixista suspeita que algum material novo surgirá. No entanto tudo depende da conclusão da turnê. Se os músicos sobreviverem ao desgaste das viagens. Eles pretendem descansar e então avaliar o futuro. A química atual sugere que o Rush não parará. Novas canções seriam o primeiro material desde 2012.

A recepção da comunidade global de bateristas



A entrada de Nilles gerou discussões intensas na internet. Bateristas famosos como Mike Portnoy reagiram à notícia. Portnoy expressou apoio e respeito pela escolha da banda. Tommy Igoe pediu que os bateristas apoiem Anika. Ele criticou os comentários negativos baseados em preconceito. Michael Jochum afirmou que a escolha não é marketing. Ele descreveu Nilles como uma baterista de visão composicional. A maioria dos fãs recebeu a notícia com calor. Geddy Lee agradeceu a abertura de mente do público. A comunidade espera ansiosa pela estreia desse novo nos palcos.

O futuro do Rush na era pós-Peart

O Rush está entrando em um território totalmente novo. Pela primeira vez eles tocam sem Neil Peart. No entanto a essência da banda permanece muito viva. Lee e Lifeson recuperaram o desejo de tocar juntos. O uso de músicos adicionais pode expandir o som. Eles querem adicionar um ou dois músicos de apoio. Isso permitirá que Alex e Geddy dancem mais. A turnê Fifty Something é um tributo ao passado. Mas ela também aponta para um futuro possível. O potencial criativo com Anika Nilles é a promessa.

Veja Anika às baquetas com o saudoso Jeff Beck.

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