Ao final desse texto, o leitor poderá me responder se o álbum “Rising”, segundo de estúdio do Rainbow, é ou não um dos melhores registros do puro hard rock que existe. Ou discorda?
Apesar de bem curto, mais até do que seu antecessor, que abriu os trabalhos do novo grupo do difícil, mas espetacular guitarrista Ritchie Blackmore, “Rising” reúne de forma magnifica os elementos para se fazer o genuíno hard rock de extrema categoria, ou seja: o virtuosismo de seus integrantes, exponecialmente na trinca guitarra, teclado e voz.
A primeira canção já denota tal trinca. “Tarot Woman” abre os trabalhos com os teclados do não muito badalado, porém ótimo Tony Carey, que faz uma climatizadora intro para a pedreira começar através do riff de Ritchie Blackmore, que desagua no lindo canto do nanico Ronnie James Dio.
Seguindo um pouco a linha blues-rock, a faixa seguinte, “Run with the Wolf“, nos remete sutilmente à atmosfera da canção “Maybe A Leo“, oriunda do clássico álbum “Machine Head“, dos tempos blackmorianos de Deep Purple.
“Starstruck” e “Do You Close Your Eyes” fazem a linha hard rock cru, curto e direto, ideias para a divulgação radiofônica.
Para quem ouve essa obra em vinil, chega o momento de virar o disco e iniciar o lado b.
E aí tem início uma das melhores músicas do gênero de todos os tempos: “Stargazer“. Ouça-a, ouça-a novamente, ouça-a sempre. Um espetáculo de sincronia da supracitada trinca. Toda ela é maravilhosamente muito bem tocada e linda.
Dio se mostra soberano em uma de suas melhores interpretações da carreira, a harmônica criada pelos teclados de Carey jorra beleza e os solos de Ritchie Blackmore traduzem a sonoridade setentista em sí.
O álbum se encerra com mais uma excelência: “A Light in the Black” é um pouco mais acelerada e cortante que a anterior e reúne as mesmas características virtuosas dessa banda capitaneada por Ritchie Blackmore, que como de bobo nunca teve nada, obviamente sempre se cercou de músicos de primeira grandeza, especialmente para o microfone, pois não poderia jamais deixar barato com seus ex-companheiros do Deep Purple, principalmente seu “muy” amigo, Ian Gillan.
Através de “Rising“, Ritchie Blackmore continuou explicando em notas, o porquê de suas divergências e resultante saída do Deep Purple, mostrando um Rainbow que seguiu um caminho sonoro, que para ele, deveria ter sido seguido pela sua ex-banda púrpura.
Eis o tracklist:
“Tarot Woman”
“Run with the Wolf”
“Starstruck”
“Do You Close Your Eyes”
“Stargazer”
“A Light in the Black”
A banda:
Ronnie James Dio – vocal
Ritchie Blackmore – guitarra
Tony Carey – teclado
Jimmy Bain – baixo
Cozy Powell – bateria.









3 comentários em “Rainbow: Rising é um dos melhores registros do puro hard rock”
Dio monstro
Dio monstro
Concordo com sua narrativa na íntegra….meu álbum predileto… parabéns pela análise.