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“Queen é uma das bandas mais superestimadas do mundo”, segundo Alan Niven, ex-empresário do Guns N’ Roses

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Queen

Sujeito vem disparando iconoclastias contra estrelas do rock em entrevistas recentes.

Críticas ao Queen e Bohemian Rhapsody

Alan Niven, conhecido por ter empresariado o Guns N’ Roses na época áurea da banda, voltou aos holofotes com declarações polêmicas sobre ícones do rock. Em entrevista à Ghost Cult Magazine, o ex-empresário afirmou que considera o Queenuma das bandas mais superestimadas de todos os tempos”. Niven revelou que até admirou a primeira música que ouviu do grupo, “Keep Yourself Alive”, mas que “tudo degringolou depois disso” em sua opinião. Ele demonstrou especial desdém por “Bohemian Rhapsody”, um dos maiores clássicos do Queen: “Bohemian Rhapsody? Tanto faz. Que diabos é isso?” alfinetou Niven, questionando o mérito artístico da faixa.



Para ele, a guinada da banda rumo a uma sonoridade grandiosa e teatral foi um equívoco, tornando suas músicas pretensiosas em vez de autênticas. As palavras duras de Niven contrastam com o consenso popular sobre o Queen – banda cuja influência e legado permanecem celebrados mundialmente, surgindo como uma rara voz dissonante diante da reverência geralmente dedicada ao quarteto britânico.

Outros alvos: Mötley Crüe e Axl Rose

As críticas de Alan Niven não pararam no Queen. Em outra recente entrevista, o ex-empresário também não poupou o Mötley Crüe, banda emblemática do hard rock dos anos 80. Niven declarou sentir-se “ambivalente” por ter contribuído no início da carreira do grupo, dizendo saber exatamente “quem eles são” e “o que fizeram com várias pessoas”, inclusive pelo modo como trataram mulheres, confessando “não ter orgulho” desse papel. Musicalmente, ele detonou o conjunto californiano ao afirmar que o catálogo do Mötley Crüe seria “magro” e que “não traz nada de intelectualmente ou espiritualmente edificante”, classificando seus integrantes como “meros animadores grosseiros, e só

Já sobre Axl Rose, frontman do Guns N’ Roses, Niven disparou outra crítica contundente. Em participação no podcast Appetite for Distortion, ele revelou que Axl atualmente toma para si 50% da renda da banda, algo que Niven considera inadmissível. Segundo o ex-empresário, essa obsessão de Rose por controle total acabou resultando em “um álbum solo entediante e um disco de covers punk péssimo”. A referência de Niven mira nos projetos mais tardios do Guns N’ Roses sob comando de Axl, o álbum Chinese Democracy (2008), gravado com uma formação quase sem membros originais, e The Spaghetti Incident? (1993), disco composto só de covers. Em sua visão, esses trabalhos ilustram o declínio criativo quando uma banda passa a ser dominada por um único astro egocêntrico.

Repercussão

As declarações francas de Alan Niven vêm repercutindo entre fãs e imprensa, reforçando a fama do ex-empresário como uma voz crítica e provocativa no cenário do rock. Sem medo de confrontar a aura de intocabilidade de lendas da música, enfim, Niven se mostra disposto a fomentar debates acalorados sobre o mérito artístico e o legado de grandes bandas, ainda que suas opiniões desafiem o senso comum e incomodem os admiradores mais fervorosos desses ídolos.

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