O que você faria se pertencesse a uma banda vanguardista da década de sessenta liderada amplamente por um colega seu que tinha inspiração para compor tudo o que era predestinado ao sucesso e logo depois este mesmo colega enlouquece e tem que ser deixado de fora da banda. E AGORA?
Foi a grande pergunta que povoou a mente de Roger Waters e seus colegas floydianos quando se viram sem Syd Barrett.
Cabia a alguém tomar as rédeas da carruagem e nortear toda a sequência da carreira com conceitos, temáticas, letras e superproduções da banda que se tornaria a talvez mais gigantesca do planeta o Pink Floyd.
Uma vez tendo levado a sua banda ao topo, Roger Waters explorou terrenos pessoais via músicas do grupo, despejando nelas todo o seu descontentamento pessoal, social e político. Rumo este ele seguiria em sua carreira solo.
Ainda que seja uma missão ingrata devido ao enorme e profícuo repertório, abaixo seleciono as vinte e cinco melhores canções (com direito à concórdias e discórdias é claro) compostas somente pelo eterno líder floydiano:
“Point me At The Sky” – uma das melhores canções de Waters na fase psicodélica do Pink Floyd.
“Set The Controls for The Heart of The Sun” – nesta canção percebemos que o Floyd tem um novo capitão.
“If” – o veludo vocal amargurado em uma doce e linda canção
“Green Is the Colour” – uma canção que dá vontade de ouvir o dia todo
“Money” – e pensar que Waters começou a compor o maior single do Pink Floyd no quintal de casa.
“San Tropez” – fala sério, delícia de jazz-rock né…
“Pigs (Three Different Ones)” – nessa fase começa a feliz (para nós) fase magoada wateriana.
“Sheep” – ótima resposta a quem dizia que o rock progressivo era mansinho.
“In the Flesh?” – a apoteose introdutória de uma jornada à loucura.
“Another Brick in The Wall I, II e III” – apesar de serem 3 faixas diferentes, aqui contam como uma só pois se completam como três tijolos de um mesmo muro.
“Mother” – verdadeira aula sobre superproteção materna.
“Hey You” – o grande chamado oriundo do outro lado do muro de um ego repartido.
“Nobody Home” – tente se colocar no lugar dele nessa.
“Run Like Hell” – Meu Deus! Ele compôs e ainda interpreta ambas as vozes. Esplêndido!
“The Gunner’s Dream” – possivelmente a canção mais triste e linda ao mesmo tempo já composta.
“The Final Cut” – o corte final foi para deixar saudade.
“4:33 AM (Running Shoes)” – o canto visceral acompanhado por Eric Clapton e David Sanborn.
“4:41 AM (Sexual Revolution)” – ouça essa no volume máximo e cante com toda a sua voz.
“The Powers That Be” – apesar de todo apelo macio oitentista, Roger Waters sempre se manteve ácido e crítico.
“Perfect Sense, Part I e II” – mais uma vez duas faixas em uma que se complementam para alfinetar o mercado financeiro internacional.
“Watching TV” – uma linda história de amor em meio ao conturbado meio político chinês.
“The Last Refugee” – o drama dos refigiados da política internacional do momento.
“Picture That” – uma das melhores músicas da carreira de Waters. Fazer uma joia rara dessas depois dos 70 anos de idade é coisa de gênio.
“Bird in a Gale” – é bom ainda ouvir seus gritos cítricos.
“Wait for Her” – essa dá vontade de ouvir o dia todo. Maravilha de canção.
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