Há onze dias o guitarrista Alex Lifeson decretou o fim de sua banda, apesar de na prática todos já saberem de certo modo que o Rush havia encerrado as suas atividades após o baterista Neil Peart declarar que nada mais gostaria de fazer nem na estrada e nem no estúdio.
“Faz pouco mais de dois anos que o Rush saiu em turnê pela última vez. Não temos planos de excursionar ou gravar novamente. Estamos basicamente satisfeitos com tudo que fizemos. Depois de 41 anos, sentimos que foi o suficiente”, disse Lifeson.
Apesar de ter mais de quarenta anos de carreira, os integrantes do Rush são relativamente novos (64, 64 e 65), se comparados a outros rock stars do classic rock que ainda estão em atividade mesmo após os setenta.
Não fosse a desistência de Peart, quem sabe poderíamos ter mais uma década do virtuosíssimo power trio de Toronto, culminando numa avassaladora turnê de 50 anos que arrebataria o mundo todo.
Tem coisas que parecem não nos deixar prontos para seu fim. Ainda que todos soubessem, o anúncio de Lifeson dá um golpe na sensação de que um dia poderíamos assistir mais um enebriantemente apoteótico espetáculo deles, tais como o inesquecível show do Maracanã que dera origem ao CD/DVD “Rush in Rio“.
Mesmo sendo de outra geração, o Rush possui um mar infindável de fãs fidedignos com menos de trinta anos de idade, muitos desses que não puderam vê-los ao vivo e enterram agora suas esperanças para tal.
Sem contar ser uma inestimável baixa para o rock progressivo ativo de hoje.
A boa notícia é que mesmo sem Neil Peart e sem Rush em sí, Lifeson e Lee prometeram projetos musicais juntos no futuro.
Aguardemos.









