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Mundo Metal: em "Rock City" o Riot transita livremente entre o hard rock e o heavy metal

Se existe um grupo que considero totalmente injustiçado no meio metal, certamente ele se chama Riot. Nunca receberam o reconhecimento merecido.



Mesmo com uma carreira marcada por possuir fases distintas, onde a sonoridade foi sendo moldada de acordo com os músicos que iam passando pela banda, nunca chegaram a decepcionar, aliás, muito longe disso, sempre foram capazes de surpreender positivamente. Os discos que esses americanos originais de Nova York produzem sempre possuem qualidades inegáveis e é através dessa regularidade que acabaram me convencendo e me fizeram virar fã.

Desde seus primórdios no final dos anos 70, com aquela pegada Hard/Heavy, passando pela época em que a aposta era no Heavy mais tradicional, até chegarem ao seu ápice criativo onde o Power/Speed Metal trouxe à tona os maiores clássicos de sua trajetória, não houve um momento sequer em que o Riot não foi no mínimo uma banda que merecia ser ouvida com mais atenção.

Hoje minhas audições noturnas vão transitar pela extensa e proveitosa discografia desta verdadeira instituição do Metal. A banda que teve como fundadores o saudoso guitarrista Mark Reale e o baterista Peter Bitelli e, em sua formação, já contou com diversos monstros do estilo, debutou no cenário com esta maravilha:

Riot – “Rock City” (1977)



A sonoridade é um Hard/Heavy despojado e grudento, onde destacam-se o poder criativo de Mark Reale e os vocais certeiros e sempre bem encaixados do também saudoso Guy Speranza.

A produção é muito boa se levar em consideração a época em que o trabalho foi registrado e músicas como “Desperation“, “Warrior“, “Rock City“, “Gypsy Queen” e “This Is What I Get” são de extremo bom gosto e demonstram uma banda com muito potencial.

Um detalhe pitoresco que marcou toda a carreira do grupo é a predisposição em apresentar capas horrendas para seus discos. A expressão “capa tosca, disco foda” tem aqui uma de suas principais representantes, pois com algumas exceções, as capas desses caras sempre chamaram a atenção por serem feias demais.

Álbum altamente recomendado para quem curte aquele som nostálgico que transita entre o Hard setentista, mas já demonstra o poderio de fogo do Heavy Metal embutido em sua gênese.



Belíssimo início!

♫ “Shine on, shine on, in all of your glory
Shield all your fears, release all your fury
Shine, shine on, through the darkness and the pain
Shine, shine on, Warrior” ♫

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“Desperation” (Phil Feit, Mark Reale, Guy Speranza) – 2:43
“Warrior” (Steve Costello, Reale, Speranza) – 3:50
“Rock City” (Feit, Reale, Speranza) – 3:29
“Overdrive” (Reale, Speranza, Lou A. Kouvaris) – 4:12
“Angel” (Feit, Reale, Speranza) – 3:37
“Tokyo Rose” (Reale, Speranza Kouvaris) – 4:20
Heart of Fire” (Reale, Speranza, Kouvaris) – 3:00
“Gypsy Queen” (Reale, Speranza, Kouvaris) – 3:56
“This Is What I Get” (Reale, Speranza) – 4:09

The Band:

Guy Speranza – vocals
Mark Reale – guitars
Lou A. Kouvaris – guitars
Phil Feit – bass (1, 3, 5)
Jimmy Iommi – bass (2, 4, 6-9)



Peter Bitelli – drums

Por Fabio Reis do Mundo Metal

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