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Morreu o mestre da sanfona Oswaldinho do Acordeon

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Músico faleceu ontem, aos 72 anos e se notabilizou por fundir o forró com jazz, blues e música erudita.

Oswaldinho do Acordeon morreu neste domingo, aos 72 anos. O falecimento do sanfoneiro e compositor ocorreu ontem, 25/10. A causa da morte do artista não foi divulgada publicamente. Ele consolidou uma carreira de seis décadas dedicada quase inteiramente à sanfona. O músico inovou a sonoridade ao incorporar rock, jazz, blues e música erudita aos ritmos nordestinos.



Nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro. Seu nome de registro era Oswaldo de Almeida e Silva. O nascimento do sanfoneiro ocorreu no dia 5 de junho de 1954. O artista iniciou o aprendizado do instrumento ainda criança de forma autodidata. Ele recebeu intenso incentivo de seu pai, o também sanfoneiro baiano Pedro Sertanejo. O menino conviveu na infância com grandes referências como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca.

Sua estreia no mercado fonográfico aconteceu em 1963, aos nove anos de idade. Nesta ocasião, ele participou como músico convidado de um disco gravado por seu pai. Pouco tempo depois, aos 12 anos, lançou seu primeiro single no ano de 1966.

Discografia e consagração internacional

Os primeiros álbuns próprios chegaram ao mercado durante a década de 1970. A gravadora Tropicana editou discos como Fantástico Oswaldo Silva, de 1973, e Só quero um xodó, de 1974. O álbum Oswaldinho, lançado em 1975, também compõe esta fase inicial do sanfoneiro.

No ano de 1981, ele publicou o aclamado trabalho Forró in concert. Este disco contribuiu fortemente para sua circulação e reconhecimento em diversos festivais europeus. O instrumentista demonstrou extrema versatilidade e apuro técnico ao longo dos anos. O músico formou um trio notório com os parceiros Dominguinhos e Sivuca. Eles gravaram o álbum Cada um belisca um pouco no ano de 2004.

Repercussão da morte



A notícia do falecimento gerou lamentos e manifestações entre diversos artistas e colegas de profissão. O cantor Chico César publicou uma homenagem ao amigo em suas redes sociais. O artista escreveu a seguinte mensagem: “Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações“.

O guitarrista Nelson Faria também manifestou seu profundo pesar diante da perda do sanfoneiro. A declaração oficial do músico diz: “Hoje se foi um dos maiores sanfoneiros que esse país já conheceu. Vai fazer falta“. O legado deixado pelo instrumentista continuará marcando a história da música nordestina e da cultura brasileira como um todo.

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