Cantor tinha 87 anos e estava internado em hospital em São Paulo.
Edy Star, ícone da contracultura brasileira e parceiro de Raul Seixas no lendário álbum “Sessão das 10” (1971), faleceu nesta sexta-feira (18) em São Paulo. A assessoria confirmou que as causas foram insuficiência respiratória, insuficiência renal aguda e pancreatite , após meses de internação.
A vida de Edy Star: uma revolução na contracultura brasileira
Nascido em Juazeiro, Bahia, em 1938, Edy Star (Edivaldo Souza) começou sua carreira ainda jovem no programa “A Hora da Criança” , da Rádio Sociedade da Bahia. Segundo registros históricos, ele desafiou normas de gênero e comportamento desde os anos 1960, usando performances teatrais e irreverência em shows pelo Rio de Janeiro e São Paulo.
Além disso, ele foi cantor, ator, dançarino, produtor teatral e artista plástico, misturando estilos como chanchada, cabaré e teatro de revista. Ele foi uma ponte entre o mainstream e a marginalidade.
O legado do álbum “Sessão das 10” e parceria com Raul Seixas
Em 1971, Edy integrou o álbum “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10” , ao lado de Raul Seixas , Sérgio Sampaio e Miriam Batucada. A obra, considerada revolucionária , misturava rock, humor e crítica social, como destacou uma análise do Museu da Imagem e do Som (2023).
Por exemplo, a faixa “Cachimbo de Cão” reforçava seu estilo transgressor , quebrando tabus sobre sexualidade e comportamento. Sem Edy, o rock brasileiro perderia sua essência questionadora.
Últimos dias e homenagens
Edy estava internado desde fevereiro de 2025, quando foi diagnosticado com complicações renais e pancreáticas. A família disse em nota:
“Ele lutou bravamente, mas seu corpo não resistiu.”
O artista será homenageado em shows em São Paulo e Salvador, incluindo uma exposição de seus trabalhos plásticos no Memorial da América Latina. Seu nome permanece vivo em clássicos como “Cachimbo de Cão” e em sua luta por direitos LGBTQIA+ , que inspirou gerações.








