Também produtor e roteirista, ele tinha 83 anos de idade.
Adrian Maben, diretor de Pink Floyd: Live at Pompeii, morreu aos 83 anos. A informação circulou em veículos italianos e em sites dedicados à banda. Portais confirmaram a morte em 28 de outubro de 2025, em Ivry-sur-Seine, na região de Val-de-Marne, França.
A obra de Maben marcou a cultura musical e audiovisual. O filme que ele concebeu e realizou em Pompeia, com o Pink Floyd tocando sem público, transformou o anfiteatro em cenário histórico para a música.
Confirmação oficial e contexto
A imprensa italiana registrou o falecimento e apontou a confirmação vinda do Parco Archeologico di Pompei. O parque lamentou publicamente a perda e recordou o vínculo duradouro do diretor com o sítio arqueológico.
Maben tinha relação contínua com Pompeia. Em 2015, a instituição concedeu-lhe cidadania honorária e, em 2016, abriu a mostra permanente “Pink Floyd. Live at Pompeii. The exhibition by Adrian Maben”, nas galerias do anfiteatro.
Depoimento do Pink Floyd nas redes
As contas oficiais do Pink Floyd publicaram mensagem de pesar.
“O cineasta, produtor e roteirista Adrian Maben, de longa carreira e conhecido por conceber a ideia e filmar Pink Floyd: Live At Pompeii, morreu. Nossas condolências à sua família e aos seus amigos.”
Quem foi Adrian Maben?
Nascido em 1942, Maben dirigiu longas, documentários e programas de televisão. Seu nome, porém, tornou-se indissociável de Live at Pompeii. O filme estreou em 1972 e registrou a banda em performance sem plateia, com imagens captadas entre as ruínas romanas. A proposta rompeu o formato tradicional de “filme-concerto”.
A gravação principal ocorreu em outubro de 1971. Maben intercalou as cenas do anfiteatro com trechos de estúdio, oferecendo um retrato de criação musical em curso. O método revelou uma leitura estética que valorizou som, espaço e ritmo visual.
“Live at Pompeii” em 4K e IMAX
Em 2025, o filme ganhou restauração completa, com o título Pink Floyd at Pompeii – MCMLXXII. A versão chegou a salas IMAX e cinemas de vários países. O relançamento contou com distribuição da Sony Music Vision e da Trafalgar Releasing.
A reedição acompanhou o lançamento do álbum ao vivo, inédito como produto independente. A novidade levou o Pink Floyd ao topo da parada britânica de álbuns, ampliando o alcance do legado audiovisual de Maben para novas audiências.
Relatórios da indústria registraram desempenho expressivo nas bilheterias de cinema especializado, confirmando interesse renovado do público.
Relação com Pompeia e reconhecimentos
Depois do filme, Maben manteve vínculos frequentes com a cidade e com o anfiteatro. O parque lembra visitas periódicas, eventos comemorativos e a exposição fotográfica permanente dedicada ao projeto de 1971. Essas ações reforçaram o papel do diretor na valorização cultural do sítio.
Em 2016, David Gilmour voltou a tocar no anfiteatro. A retomada destacou a importância histórica do projeto de Maben, cujo formato inspirou posteriores produções audiovisuais de música ao vivo.
O Legado de Adrian Maben
Adrian Maben uniu cinema, música e patrimônio arqueológico em linguagem própria. O registro de uma banda sem público, em ruínas que atravessam séculos, resultou em documento singular. A restauração recente e o desempenho comercial confirmaram a permanência da obra.
O nome do diretor segue associado a uma das representações audiovisuais mais influentes do rock setentista. O impacto cultural permanece visível na programação de cinemas, no catálogo fonográfico de 2025 e nas homenagens vindas de artistas e instituições.
