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Marcelo Nova: “Raul Seixas era diferente; Ninguém se parece com ele”

Marcelo Nova e Raul Seixas em São Paulo em 1989: o disco 'A panela do diabo' sairia um dia antes da morte do Maluco Beleza Foto: Antonio Moura / Agência O Globo

Em entrevista ao canal Amplifica no Youtube, o frontman do Camisa de Vênus discorreu sobre o saudoso amigo e parceiro musical

O cantor e compositor Marcelo Nova, líder do Camisa de Vênus e parceiro musical de Raul Seixas, na fase final da carreira e da vida do saudoso “Maluco Beleza”, participou ontem, dia 7 de fevereiro, do programa do Canal Amplifica, apresentado pelo guitarrista do Angra, Rafael Bittencourt.



Em dado momento do papo, o apresentador entrou no assunto sobre Raul Seixas, dizendo que tinha essa afinidade em comum com o entrevistado, dizendo:

“Falando em Bahia, temos uma afinidade em comum… Eu não o conheci, mas o tenho como um segundo pai, de fato, que é o Raul Seixas. O Raul entrou na minha vida aos onze anos, junto com o Iron Maiden e Pink Floyd, aquela efervescência de que o rock vinha com muita variedade. Você tinha o KISS, o Metallica, o Sex Pistols e os Exploited e tal e o Raul veio, eu tinha 11 anos de idade e eu me apaixonei e fui seguindo-o até as derradeiras apresentações dele, que você foi um cara muito presente e eu me lembro o “Panela do Diabo” (álbum em colaboração da dupla Raul Seixas e Marcelo Nova) foi lançado juntinho com a morte dele.”

Nova emendou:

O Panela do Diabo fo lançado no dia em que ele faleceu, no dia 21 de agosto de 1989“.

E sobre defender uma oportunidade de se reerguer, diante dos apuros que o amigo enfrentou, já doente e falido, nos seus meses finais de vida, Marcelo Nova prosseguiu:

Ele precisava. Quando você olhava a trajetória do cara, com aquilo que ele tinha criado e inativo há quatro anos, sabe, já não tinha mais condição econômica, já não tinha mais como se sustentar, porra, com um talento daquele, cara.



Mais adiante, Bittencourt fala que luta para que Raul seja valorizado por bem mais do que a simplista visão de “Maluco Beleza”, com o qual Marcelo Nova concorda e complementa:

Concordo. Tá tudo sobre a égide do “Maluco Beleza”. “O cara era doidão”, ele era mesmo. “O cara era um puta louco”, ele era mesmo. Agora, o maluco, o doidão, ele tinha um talento, pra escrever, aqueles textos, aquela linguagem popular que ele usava e que servia pra qualquer um, fosse ou não integrante da massa, os intelectuais e artistas e, enfim, ele era um, ele era diferente, ele era Raul Seixas, é isso, ele era diferente. Ninguém parece com ele, pois é, ninguém parece com ele, não existem dois e é isso.

Assista ao corte do vídeo em que Marcelo Nova fala sobre Raul Seixas:

Assista à íntegra do programa:

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