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Maestro Antonio Brasileiro, nosso eterno Jobim

Como fazer um álbum soar tão jazz e tão samba?

O maestro Antonio Carlos Jobim não encontrou a menor dificuldade em fazer isso no seu sensacional disco de despedida, “Antonio Brasileiro“, lançado em 1994, que foi inclusive, agraciado com o Grammy de melhor álbum de jazz latino.



A sonoridade do samba e a jazzística caminham lado a lado durante a maior parte do tabalho, sendo que em algumas faixas como a inicial, “Só Danço Samba“, a seguinte , “Piano Na Mangueira“, “Surfboard” e até mesmo “Maracangalha“, clássico de Dorival Caymmi, é possível sentir ambas as sonoridades juntas, harmoniosa e naturalmente, sob a genialidade do maestro.

Destacam-se as participações de “Sting“, cantando a versão em inglês de “Insensatez” (aqui como “How Insensitive“), Dorival Caymmi, cantando a sua “Maricotinha” e a graciosidade de Maria Luiza Jobim, neta de Tom, em “Samba de Maria Luiza“.

É samba, é jazz, é bossa nova, é música de extremo bom gosto. O maestro partiu fechando sua carreira com chave de ouro.

Tracklist:

  • “Só Danço Samba”
  • “Piano Na Mangueira”
  • “How Insensitive (Insensatez)”
  • “Querida”
  • “Surfboard”
  • “Samba de Maria Luiza”
  • “Forever Green”
  • “Maracangalha”
  • “Maricotinha”
  • “Pato Preto”
  • “Meu Amigo Radamés”
  • “Blue Train (Trem Azul)”
  • “Radamés Y Pelé”
  • “Chora Coração”
  • “Trem de Ferro”.


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