Governador de Minas Gerais utilizou “Que País é Esse” em lançamento de sua pré-candidatura à presidência.
Romeu Zema lançou sua pré-candidatura à Presidência no sábado, 16 de agosto, em São Paulo. O ato marcou a entrada oficial do governador na disputa de 2026. Durante a chegada ao auditório, tocou “Que País é Esse”, clássico da Legião Urbana. O uso da música ocorreu como trilha do evento partidário. A pré-campanha reuniu lideranças do Novo e apoiadores. Zema fez críticas ao PT e ao ministro Alexandre de Moraes. Também defendeu a saída do Brasil do Brics em seu discurso.
Notificação e fundamentos legais
Giuliano Manfredini notificou extrajudicialmente o Partido Novo pelo uso não autorizado da obra. Ele também direcionou notificação a Zema, responsável pelo evento que utilizou a canção. Manfredini administra o legado e a marca Legião Urbana. Segundo os relatos, não houve pedido de autorização para execução da faixa.
A coluna O Som e a Fúria, da Veja, informou que Manfredini pediu a Zema e ao Novo que cessem o uso da música. O produtor reforçou que a autorização seria negada por desalinhamento de princípios. Ele destacou o conteúdo crítico da letra, que aponta desigualdade e corrupção.
Outras fontes confirmaram a medida extrajudicial. Os textos dizem que o envio ocorreu após a execução da faixa no lançamento da pré-candidatura. A notificação cita violação da Lei 9.610/98, que rege direitos autorais no Brasil. Em 2024, Manfredini já havia contestado usos políticos semelhantes nas redes.
O evento de 16 de agosto serviu como plataforma inicial de campanha, com tom eleitoral e uma mostra da estratégia do Novo. O caso reacende o debate sobre música em atos partidários sem autorização prévia dos titulares.








