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King Crimson: em "Epitaph", aprendemos que o som mais triste pode ser o mais lindo

King Crimson - Epitaph
King Crimson - Epitaph

Capa do Boxset quádruplo ao vivo “Epitaph”

Não há como negar ao ouvirmos a canção “Epitaph“, que integra o debut do King Crimson, “In the Court of the Crimson King“, prestes a completar seu cinquentenário em outubro próximo, que se trata de uma canção que traz uma melodia extremamente tristonha e uma letra e temática não menos desesperançosa.



Porém, inegável também é a beleza lírico-poética que tal música possui em sua atmosfera talvez seja uma das coisas mais arrepiantemente envolventes compostas no século XX.

Ouvindo-a com total atenção e concentração, é impossível não ser completamente absorvido por ela, num processo de climatização gradativa, que ganha força a cada brado inicial do refrão “Confusion will be my epitaph” (“Confusão será o meu epitáfio“), bem como no lamento em seu final “But I fear tomorrow I’ll be crying” (Mas temo que amanhã estarei chorando), tomando o ouvinte por completo.

Grande parte dessas sensações advêm dos sons extremamente melódicos emitidos pelo icônico mellotron, um instrumento de teclas que produzia um timbre diferenciado, a grande sacada do líder da banda Robert Fripp.

Outro destaque é a letra de Peter Sinfield, uma poesia extraordinária, uma ode à desesperança.



E claro, o canto aveludado-angustiante de Greg Lake, com uma interpretação repleta de amplo feeling, capaz de remeter o ouvinte à empatia completa pelo que ouve.

Todos esses ingredientes somados e harmonizados resultam numa obra de grande poder contemplativo, que rasga toda a indiferença durante a sua audição.

Sinta-a no player abaixo:

Capa do álbum “In the Court of the Crimson King

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