Canção que virou símbolo dos primórdios do rock and roll foi lançada em 31 de março de 1958.
Há 67 anos, no dia 31 de março de 1958, Chuck Berry lançava “Johnny B. Goode” , uma obra que se tornaria um marco do rock and roll. A música, considerada uma das mais influentes de todos os tempos, mistura ritmos negros e brancos, criando uma identidade única que define os primórdios do gênero.
A inspiração para “Johnny B. Goode” veio do pianista Johnny Johnson, parceiro de Berry. A letra narra a trajetória de um jovem músico talentoso, celebrando a ascensão artística em um contexto de limitações sociais. O riff de guitarra, marcante e revolucionário, tornou-se um dos mais imitados da história do rock. Segundo especialistas, essa estrutura musical foi inspirada em “Ida Red”, uma canção country, que Berry recriou com elementos do blues, criando uma fusão inovadora.
Cultura pop, reconhecimento, influência e legado
Em 2008, a Rolling Stone classificou a faixa como a melhor de guitarra de todos os tempos, destacando seu riff como “a base para incontáveis covers.” Artistas como Keith Richards, ícone dos Rolling Stones e Angus Young, guitarrista do AC/DC, declararam ser fãs de Berry. Curiosamente, Young nasceu justamente no dia 31 de março, data que simboliza a união entre sua paixão pelo rock e a obra de Berry.
A canção continua presente em shows e gravações de bandas de todo o mundo. Seu apelo permanece intocado, como afirmou um crítico ao VICE:
“É difícil encontrar um músico de rock que não tenha tocado esse riff ao menos uma vez.”
Para Berry, a música era mais do que sucesso: era uma celebração da arte de tocar. O saudoso músico definira:
“O rock and roll é para chacoalhar o esqueleto, não importa a idade.”
Assim, “Johnny B. Goode” permanece como uma pérola do rock, transcendendo gerações e provando que algumas notas são capazes de unir a humanidade, mesmo no espaço.









