Lançamento coincide com a presença da guitarrista na NANN 2026, nos Estados Unidos, a principal vitrine global da indústria musical.
O EP Solace, lançado hoje, marca a estreia oficial da banda Falchi, projeto concebido pela guitarrista brasileira Jéssica Falchi. O trabalho apresenta uma proposta instrumental que prioriza construção narrativa, identidade sonora e desenvolvimento coletivo, afastando-se da lógica da exibição técnica isolada.
Disponível nas plataformas digitais, o EP reúne quatro faixas que transitam entre o rock e o metal contemporâneo. A obra incorpora elementos progressivos, variações rítmicas e mudanças de atmosfera, criando um percurso sonoro coeso e conceitual.
O lançamento acontece em paralelo à participação de Jéssica Falchi na NAMM Show 2026, nos Estados Unidos. Considerada a principal vitrine global da indústria musical, a feira reúne artistas, marcas e profissionais do setor, ampliando a visibilidade internacional do projeto.
A banda Falchi e o processo de criação
A Falchi é formada por Jéssica Falchi na guitarra, João Pedro Castro no baixo e Luigi Paraventi na bateria. O trio se apresenta como uma banda instrumental que privilegia a interação entre os músicos e a construção de uma identidade própria.
Em ‘Solace‘, a composição de Jéssica atua como eixo central do trabalho. As músicas equilibram precisão técnica e dinâmica emocional, com espaço para experimentação de timbres, efeitos e arranjos. A proposta busca ampliar o vocabulário do metal instrumental sem comprometer a coesão do repertório.
A produção do EP ficou a cargo de Jean Patton, nome reconhecido da música pesada nacional. O trabalho de estúdio contribuiu para transformar ideias conceituais em estruturas sólidas, respeitando a intenção artística do projeto.
A identidade visual de Solace é assinada por Lauren Zatsvar. As artes dialogam diretamente com a sonoridade das faixas, reforçando o caráter conceitual do lançamento.
As faixas
As quatro composições de Solace exploram caminhos distintos, mas compartilham a preocupação com forma, textura e narrativa. Moonlace apresenta uma abordagem mais moderna e direta, com refrão melódico e um break pesado, aproximando-se de sonoridades atuais.
Sunflare segue um caminho mais introspectivo e contemplativo. A faixa é conduzida quase integralmente por uma linha melódica solada, que se desenvolve como um arco narrativo, remetendo à tradição da guitarra instrumental clássica.
Sweetchasm, Pt. 2 dialoga com o repertório mais pesado associado anteriormente à trajetória de Jéssica. A composição adota uma estrutura próxima à de músicas com vocal, com riffs marcantes e apenas um solo em momento específico, reforçando sua estética thrash metal.
A participação de Aaron Marshall em “Sweetchasm, Pt. 1”
A faixa inédita Sweetchasm, Pt. 1 ocupa posição central no conceito do EP. Trata-se da composição mais técnica e progressiva do trabalho, explorando diferentes moods ao longo de sua estrutura.
A música apresenta tempos quebrados, mudanças de andamento, camadas de efeitos e inserções sutis de ritmos brasileiros. O destaque fica para a participação do guitarrista canadense Aaron Marshall, da banda Intervals.
Considerado uma das principais referências do metal instrumental contemporâneo, Marshall contribui com um solo que dialoga diretamente com a proposta da faixa. Sua participação amplia a tensão e o caráter épico da composição, sem descaracterizar a identidade da banda.
Sweetchasm, Pt. 1 estabelece um diálogo estrutural direto com Sweetchasm, Pt. 2, lançada anteriormente. Elementos melódicos e rítmicos reaparecem sob novas abordagens, reforçando a ideia de continuidade e pensamento composicional presente em todo o EP.
Agenda ao vivo e projeção internacional
Além do lançamento do EP, 2026 marca o início da trajetória da Falchi nos palcos. No dia 21 de março, a banda será a atração de abertura do show dos suecos do Katatonia em São Paulo, no Cine Joia.
A apresentação representa um passo relevante para o projeto, ao colocá-lo em contato direto com um público já familiarizado com propostas densas e atmosféricas do metal contemporâneo.
A presença de Jéssica Falchi na NAMM Show 2026 reforça esse momento de expansão. Durante o evento, a guitarrista participa de sessões de autógrafos e ações oficiais, consolidando sua posição no cenário internacional.
Trajetória de Jéssica Falchi
Guitarrista e compositora, Jéssica Falchi iniciou sua relação com a música ainda na infância. Suas primeiras referências incluem nomes centrais da guitarra instrumental, como Joe Satriani, Steve Morse, Frank Gambale e Steve Vai.
Com o tempo, o metal passou a ocupar papel central em sua formação artística. Do thrash ao progressivo, Falchi desenvolveu uma linguagem própria, utilizando o instrumento como meio de expressão narrativa.
Antes do projeto Falchi, construiu presença expressiva nas redes sociais, com vídeos que chamaram a atenção de artistas consagrados. Atuou ao lado de Aquiles Priester, gravou com Elana Dara e integrou a Crypta como guitarrista fixa.
Com a Crypta, excursionou pelas Américas, Europa e Ásia, consolidando-se como um dos nomes mais reconhecidos da guitarra no metal contemporâneo brasileiro.
Agora, com a Falchi, Jéssica inaugura uma fase marcada por liberdade criativa e busca por uma sonoridade pessoal. Suas composições dialogam com influências diversas, que incluem Intervals, Kiko Loureiro, Iron Maiden, Metallica, Pink Floyd, Leprous e Vola.
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Tracklist
- Moonlace
- Sunflare
- Sweetchasm, Pt. 1
- Sweetchasm, Pt. 2










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