Músicos nacionais e internacionais que farão falta. A cada ano que passa, mais perdas sofremos.
O ano de 2025 foi marcado por perdas significativas para o rock, o metal e a música em geral. Artistas que ajudaram a moldar estilos, movimentos e gerações encerraram suas trajetórias, deixando um legado que seguirá vivo por meio de suas obras. Ícones internacionais e nomes fundamentais da música brasileira partiram, provocando comoção entre fãs, músicos e críticos ao redor do mundo.
Entre os falecimentos mais impactantes está o de Ozzy Osbourne, ocorrido em julho de 2025, aos 76 anos. Vocalista original do Black Sabbath e figura central na consolidação do heavy metal, Ozzy construiu uma carreira marcada por inovação, excessos e influência duradoura. Em comunicado, a família informou que o músico faleceu cercado por entes queridos, pedindo privacidade no momento de luto. Seu trabalho à frente do Black Sabbath e sua bem-sucedida carreira solo seguem como referências incontornáveis do gênero.
Outro nome de enorme relevância que se despediu em 2025 foi Brian Wilson, fundador e principal compositor dos Beach Boys. Considerado um dos maiores gênios da música pop do século XX, Wilson morreu aos 82 anos. Sua capacidade de unir melodias sofisticadas, harmonias vocais complexas e experimentação sonora redefiniu os limites da música popular, especialmente com o álbum “Pet Sounds”, frequentemente citado entre os mais importantes da história.
Ícones do rock e do metal internacional
O rock internacional também perdeu Ace Frehley, guitarrista fundador do Kiss, falecido aos 74 anos. Conhecido por seu estilo marcante e pela persona “Space Ace”, Frehley foi peça-chave na identidade sonora e visual da banda, influenciando gerações de guitarristas. Sua contribuição ajudou a transformar o Kiss em um fenômeno global.
Outro falecimento sentido foi o de Mike Peters, vocalista do The Alarm, que morreu aos 66 anos após longa batalha contra o câncer. Peters era reconhecido por letras engajadas e apresentações intensas, além de seu ativismo em campanhas de conscientização sobre a doença.
O músico Sly Stone, líder do Sly and the Family Stone, faleceu aos 82 anos. Pioneiro na fusão de rock, soul, funk e psicodelia, Stone foi responsável por uma revolução estética e sonora que ecoou em diversos estilos musicais. Sua obra permanece como referência fundamental da música negra norte-americana.
Também em 2025, o mundo se despediu de Jimmy Cliff, um dos maiores embaixadores do reggae. O cantor jamaicano levou o gênero a públicos globais, consolidando uma carreira marcada por mensagens de resistência, espiritualidade e esperança.
Perdas na música brasileira
No Brasil, a música perdeu alguns de seus nomes mais respeitados. Um dos falecimentos mais sentidos foi o de Lô Borges, compositor, cantor e guitarrista associado ao movimento Clube da Esquina. Considerado um dos grandes criadores da música popular brasileira, Lô Borges deixou uma obra marcada por lirismo, sofisticação harmônica e profunda sensibilidade artística.
Outro nome essencial foi Jards Macalé, falecido aos 82 anos. Figura singular da MPB, Macalé construiu carreira marcada pela experimentação, pela postura crítica e por parcerias fundamentais. Sua obra atravessou décadas mantendo relevância artística e independência criativa.
A música instrumental brasileira também sofreu com a perda de Hermeto Pascoal, falecido aos 89 anos. Reconhecido internacionalmente, Hermeto foi um dos músicos mais inventivos do país, admirado por sua capacidade de transformar qualquer som em música.
Entre as vozes femininas, partiram Angela Ro Ro e Nana Caymmi, ambas figuras fundamentais da canção brasileira. Nana, filha de Dorival Caymmi, construiu carreira sólida e respeitada, marcada por interpretações intensas e refinadas.
O samba também perdeu um de seus pilares com a morte de Bira Presidente, fundador do Fundo de Quintal, grupo que revolucionou o gênero ao introduzir novos instrumentos e abordagens rítmicas.
Outras perdas relevantes da música mundial
O cenário internacional registrou ainda o falecimento de D’Angelo, um dos principais nomes do neo-soul, cuja obra influenciou profundamente a música negra contemporânea. Sua carreira, embora marcada por longos intervalos entre lançamentos, teve impacto duradouro.
Outro nome histórico foi Lalo Schifrin, compositor argentino responsável por trilhas icônicas do cinema e da televisão, incluindo o tema de “Missão: Impossível”. Sua morte representou uma grande perda para a música instrumental e audiovisual.
Essas despedidas reforçam a dimensão do legado deixado por artistas que ajudaram a construir a trilha sonora de diferentes épocas. Embora 2025 tenha sido um ano de luto para a música, suas obras seguem vivas, atravessando gerações e mantendo acesa a memória de quem transformou som em história.
Artistas musicais falecidos em 2025
- Ozzy Osbourne — vocalista e ícone do heavy metal
- Brian Wilson — compositor e fundador dos Beach Boys
- Sly Stone — líder da Sly & the Family Stone
- D’Angelo — cantor e multi-instrumentista neo-soul
- Ace Frehley — guitarrista e cofundador do Kiss
- Jimmy Cliff — cantor e ícone do reggae
- Roberta Flack — cantora e intérprete de soul/R&B
- Marianne Faithfull — cantora e artista
- Perry Bamonte — guitarrista/tecladista do The Cure
- Mick Abrahams — guitarrista fundador do Jethro Tull
- Garth Hudson — tecladista do The Band
- Sam Moore — cantor e compositor do soul/R&B
- Barry Goldberg — músico do blues/rock
- Paddy Cole — músico showband
- Edweena Banger — vocalista punk/rock
- Gabriel Yacoub — músico folk/rock
- Carlos Pitta — cantor e compositor brasileiro (MPB)
- Gildinho — cantor e acordeonista brasileiro
- Gary “Mani” Mounfield — baixista do The Stone Roses/Primal Scream
- Jards Macalé — cantor e compositor brasileiro
- Lô Borges — cantor, compositor, guitarrista brasileiro
- Jack DeJohnette — baterista de jazz
- David Johansen — vocalista do New York Dolls
- Brent Hinds — guitarrista e vocalista do Mastodon
- Rick Davies — vocalista e tecladista do Supertramp
- Angela Ro Ro — cantora e compositora brasileira
- John Lodge — baixista e vocalista do The Moody Blues
- Clem Burke — baterista do Blondie









1 comentário em “In Memoriam: nomes do rock, metal e da música em geral, que faleceram em 2025”