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Gibson perto da falência. Triste tempo para as guitarras, o instrumento musical mais emblemático do século XX

No dia 9 de fevereiro último o site Nashville Post publicou a informação de que a antológica fabricante de guitarras, a marca Gibson está perto de chegar à falência, possuinte de uma nababesaca dívida de $375 milhões tendo que ser quitada em seis meses apenas.



Henry Juszkiewicz, CEO da empresa diz que esta vem tentando focar em segmentos mais lucrativos em detrimento “daqueles que trarão pouca vantagem no futuro.”

A Gibson, fundada em 1902, por muitos anos fora a marca preferida de lendas e guitar heros tais como B.B. King, Slash, Jimmy Page, Zakk Wylde.

De um tempo para cá, notícias recentes vêm apontando a queda maciça das vendas de violões e guitarras nos EUA e provavelmente aqui no Brasil e outras partes do mundo, talvez excetuando-se o continente europeu o drama seja equivalente.

Com o surgimento e expansão do jazz no início do século passado seguido do crescimento do blues e finalmente com o advento do rock and roll na metade do referido século, a guitarra se tornou o mais emblemático instrumento musical desse período, sendo o sonho de consumo de muitas crianças que mais tarde se tornariam famosas por ela ou mesmo cresceriam sendo grandes admiradores de seus tocadores.



Mesmo ritmos outros faziam um bom uso do instrumento, bem presente no funk, soul, new age, reggae, MPB e até mesmo no pop.

Porém na virada para o século XXI e sobretudo nesta década, vários segmentos musicais popularescos estão fazendo cada vez menos uso de violões e princpalmente guitarras.

No pop e rap norte-americano de hoje por exemplo, a maioria da sonoridade é adquirida em grandes estúdios cheios de samplers e demais recursos eletrônicos.

Aqui no Brasil o cenário também não é muito animador. Ritmos como o funk carioca praticamente não utilizam mais os instrumentos musicais convencionais, baixo, bateria e guitarra, sendo feitos basicamente em mesas de som pilotadas por DJs.



Ao que tudo indica, com o passar dos anos os estilos musicais que se sustentam pelos instrumentos convencionais em especial a guitarra irão se tornando algo pertencente a nichos de admiradores seletos.

No Brasil poderíamos apontar como causa e possível solução a falta de instrução musical nas escolas e o emprobrecimento do ensino e aculturação em si, sendo solucionáveis por investimentos nesses setores.

Mas nos EUA aeducação musical escolar existe e ainda assim uma empresa como a Gibson se encontra perto da degola.

Isso só deixa entrever a grande sapiência europeia, sobretudo em países do centro, leste e norte, onde provavelmente toda uma bagagem e legado da música clássica somada aos estilos musicais surgidos no século XX, como o rock and roll e seu desdobramento metálico-progressivo ainda despertam e muito o interessente miríades de crianças e adolescentes do continente, não sendo à toa o fato dos países nórdicos serem os campeões no número de bandas de heavy metal de diversos subestilos, todos dependentes do velho instrumento de seis cordas.



Que a guitarra sobreviva eternamente, pois sem ela o mundo ficaria parecendo uma “aula da saudade numa manhã de ressaca.

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