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Freddie Mercury: no palco havia um frontman seguro, excêntrico e cheio de energia, longe dele, um homem reservado

Freddie Mercury, Farrokh Pluto Bulsara (Petra – Tanzânia, 5 de setembro de 1946 — Londres, 24 de novembro de 1991).

Era o ano de 1954 quando o filho do Sr. e Sra. Bomi e Jer Bulsara foi educado na St. Peter Boarding School, uma escola inglesa perto de Bombaim, onde deu seus primeiros passos na música, ao ter aulas de piano aos 8 anos de idade.

Foi na escola que ele começou a ser chamado “Freddie” e, com o tempo, até os seus pais passaram a chamá-lo assim. Depois de se formar em sua terra natal, Freddie e sua família mudaram-se em 1964 para a Inglaterra, devido a uma revolução iniciada em Zanzibar.

Ele tinha dezoito anos. Lá diplomou-se em design gráfico e artístico na Ealing Art College, seguindo os passos de Pete Townshend. Esse conhecimento se mostrou muito útil depois, quando Freddie desenhou o famoso símbolo da banda Queen. Já na faculdade Freddie conheceu o baixista Tim Staffell. Tim tinha uma banda na faculdade chamada Smile, onde Brian May era guitarrista e Roger Taylor o baterista, e levou Freddie para participar dos ensaios.

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Em abril de 1970, Tim deixa o grupo e Freddie acaba ficando como vocalista da banda, que passa a se chamar Queen. Freddie decide colocar Mercury no nome. O agora Queen com Mercury, May e Taylor passariam pelos dissabores de diversas alterações no contrabaixo até que em 1971 finalmente John Deacon chega para ficar a convite de May e Taylor. Esta seria definitivamente a formação de uma das maiores bandas de Rock que o mundo já viu.

Freddie Mercury: no palco havia um frontman seguro, excêntrico e cheio de energia, longe dele, um homem reservado

Mercury compôs muitos dos sucessos da banda, como “Bohemian Rhapsody“, “Somebody to Love“, “Killer Queen“, “Love of My Life” (esta dedicada a Mary Austin sua namorada que conheceu ainda em 1970 e a primeira pessoa a saber sobre o seu homosexualismo) , “Crazy Little Thing Called Love” e “We Are the Champions” – músicas eloquentes e de estruturação extraordinária, particulares e sentimentais e diversos sucessos.

Suas exibições ao vivo eram lendárias. A facilidade com que Freddie dominava as multidões e os seus improvisos vocais, envolvendo o público no show, tornaram as suas turnês um enorme sucesso na década de 1970, enchendo estádios de todo o mundo nos anos 80.

Freddie Mercury lançou dois discos-solo, aclamados pela crítica e pelo público. “Mr. Bad Guy” foi lançado em maio de 1985, e entre seus estilos estão desde reggae até dance e até uma parte orquestrada na faixa “Mr. Bad Guy“. Em 1988, é lançado o disco “Barcelona“, sendo que a faixa de mesmo nome tinha participação da cantora lírica espanhola Montserrat Caballé. Esta canção fez um enorme sucesso mundial na época e foi usada como tema nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992.

Freddie Mercury: no palco havia um frontman seguro, excêntrico e cheio de energia, longe dele, um homem reservado

Em 1991, após ficar muito doente, surgiam rumores de que estaria com AIDS, o que se confirmou afinal, através de uma declaração feita por ele mesmo em 23 de novembro, um dia antes de morrer. Freddie faleceu na noite de 24 de novembro de 1991, em sua casa, chamada Garden Lodge. Sua morte causou repercussão e tristeza em todo o mundo. Sua casa foi passada por testamento à ex-namorada, Mary Austin, que recebeu muitos buquês de flores na época e continua a recebê-los até hoje. O corpo de Freddie Mercury foi cremado e suas cinzas foram espalhadas na margem do Lago Genebra na Suíça. Em 25 de novembro de 1992, foi inaugurada uma estátua em sua homenagem, com a presença de Brian May, Roger Taylor, da cantora Montserrat Caballé, Jer e Bomi Bulsara (pais de Freddie) e Kashmira Bulsara (irmã de Freddie), em Montreux, na Suíça, cidade adotada por Freddie como seu segundo lar.

Amigos mais chegados como o mais novo e novato da banda Queen John Deacon, opinam que quando trocou seu nome de batismo pela alcunha artística de Freddie Mercury, a situação se inverte por completo no amigo que conheceram. Uma das figuras mais emblemáticas do rock mundial, o líder da banda Queen era dono de personalidade carregada de dualidades. Quem o assistia nos palcos encontrava um frontman seguro, excêntrico e cheio de energia. Longe deles, havia um homem reservado e inseguro.

Dono de uma voz própria, potente e ao mesmo tempo carismática e carregada de sentimentos diversos Freddie Mercury entrou para a história como um dos maiores vocalistas de Rock de todos os tempos.

Pelo confrade Gonçalo Jr Campos

Ouça-o em ação na nossa playlist “Queen – Happy Birthday Freddie Mercury!

Freddie Mercury: no palco havia um frontman seguro, excêntrico e cheio de energia, longe dele, um homem reservado

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