Guitarrista icônico e um dos membros fundadores, deixou a banda pela 1ª vez após um show em Paris no dia 7 de abril de 1975.
Há exatos 50 anos, no dia 7 de abril de 1975, Ritchie Blackmore realizava o então seu último show com o Deep Purple. A apresentação em Paris marcou o início de sua primeira saída da banda, um movimento impulsionado por descontentamento com a direção musical que o grupo vinha tomando.
O desgaste pós-Stormbringer
Em 1974, o Deep Purple lançou o álbum Stormbringer , que misturava hard rock com influências de funk e soul. A insatisfação começou durante as gravações do disco. Para Blackmore, essa mudança foi a gota d’água, como o próprio Blackmore disse, referindo-se ao vocalista David Coverdale e ao baixista Glenn Hughes:
“Eles deixaram a banda muito ‘funkeada’. Eu queria um som mais clássico, mas a dupla preferia experimentações.”
Após o show em Paris, ele oficializou sua saída, deixando claro que não mais se identificava com a proposta do grupo.
A formação do Ritchie Blackmore’s Rainbow
Logo após deixar o Deep Purple, Blackmore fundou o Rainbow, uma banda que retomava sua paixão por hard rock e melodias épicas, Blackmore explicou sua criação, citando influências como Led Zeppelin e sua própria veia barroca:
“Queria manter a sonoridade clássica que o Deep Purple havia abandonado.”
O contexto das mudanças no Deep Purple e o show de Paris: um adeus temporário
A entrada de Coverdale e Hughes em 1973 já sinalizava uma nova fase para o grupo. A banda passou por reformulações constantes, e Blackmore, que co-fundara a banda em 1968, sentia-se cada vez mais isolado.
O show de Paris, em 1975, foi a última apresentação de Blackmore com a formação clássica da época. A banda seguiu sem ele, mas ele retornaria em 1984 para uma reformulação que duraria até 1993, quando novamente deixara o grupo, desta vez, definitivamente.
Apesar da saída, ‘Stormbringer’ tornou-se um dos álbuns mais vendidos da banda. No entanto, para Blackmore, a fusão com o funk foi um erro.
Sua em 1975 é considerada como um divisor de águas, como disse um crítico:
“Ele não só criou o Rainbow, mas inspirou gerações de guitarristas a mesclar clássicos com rock.”









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