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Música é assunto para a vida toda

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Chegou ‘Splat!’, o novo álbum do Deep Purple

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Trabalho traz a atmosfera energética dos anos 70, período clássico da banda, que virá ao Brasil em dezembro próximo.

O Deep Purple lançou mundialmente o seu 24º álbum de estúdio. O trabalho recebeu o título de Splat!. O vocalista Ian Gillan definiu o processo de criação como “Um surto criativo“. Segundo o músico, o evento desencadeou a composição do disco mais pesado da banda em muitos anos.



Este lançamento fonográfico demonstra a vitalidade do quinteto britânico. Atualmente, os integrantes veteranos do conjunto aproximam-se em média, dos 80 anos de idade. O guitarrista Simon McBride, que ingressou em 2022, complementa a atual formação. Ele assumiu a vaga do instrumentista Steve Morse.

A produção musical do novo material ficou sob a responsabilidade de Bob Ezrin. O profissional já colaborou em outros três discos recentes do grupo. A parceria artística resultou em um repertório enérgico, coeso e bastante vigoroso.

O resgate da sonoridade clássica e a produção musical

As 13 faixas do álbum apresentam estruturas compactas e diretas. Nenhuma das composições ultrapassa a marca de cinco minutos de duração. A maioria das músicas termina antes dos quatro minutos. Essa abordagem prioriza a dinâmica e o impacto das execuções instrumentais.

O tecladista Don Airey utiliza o tradicional órgão Hammond de forma predominante. Todavia, o músico introduz arranjos de piano clássico e sintetizadores modernos. Os diálogos sonoros entre o teclado e a guitarra de McBride ganham destaque. A faixa ‘Guilt Trippin‘ exemplifica perfeitamente esse entrosamento refinado.



A seção rítmica permanece sólida com o baixista Roger Glover e o baterista Ian Paice. Paice atua como o único membro fundador ainda presente no grupo. O baterista mantém uma performance pesada que remete aos grandes clássicos da década de setenta. Os ouvintes notarão essa energia na canção Third Call.

Explorações temáticas e a próxima turnê mundial

O conteúdo das letras afasta-se de temas cotidianos e abordagens simplistas do passado. Ian Gillan desenvolveu uma narrativa complexa para guiar o encarte do álbum. O cantor expressou em suas anotações uma perspectiva profunda a respeito do destino humano.

A ideia central foca no encerramento da jornada humana de forma abstrata. Gillan descreveu o conceito original como “não em um sentido apocalíptico grosseiro, mas como uma metamorfose além da existência física“. Canções como Sacred Land e The Beating of Wings trazem essas paisagens líricas ricas.

Outras faixas mostram narrativas detalhadas com características cinematográficas evidentes. É o caso das músicas Diablo, Jessica’s Bra e também The Only Horse in Town. O vocalista preserva sua identidade característica por meio de metáforas provocativas. Ele demonstra excelente forma vocal apesar dos desafios de saúde recentes.



Para celebrar o lançamento, o Deep Purple agendou apresentações em território sul-americano. O público brasileiro poderá conferir o novo repertório ao vivo, além dos clássicos da banda, no mês de dezembro próximo, em São Paulo.

TRACKLIST

  1. Arrogant Boy
  2. Diablo
  3. The Rider
  4. The Lunatic
  5. The Only Horse In Town
  6. Sacred Land
  7. The Beating of Wings
  8. Guilt Trippin’
  9. Scriblin’ Gib’rish
  10. Jessica’s Bra
  11. Third Call
  12. My New Movie
  13. Splat!

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