Álbum “canto do cisne” do grupo foi dedicado ao saudoso tecladista Richard Wright
Hoje, oficialmente o Pink Floyd lançou seu ato final, o último álbum com o nome do grupo. Acabo de ouvi-lo por inteiro e já quis escrever esse texto, tamanha a emoção que me contagiou.
Para um disco feito à base de sobras de estúdio de outro álbum, o antecessor “The Division Bell“, este é um belíssimo trabalho de despedida e também homenagem póstuma ao tecladista Richard Wright, morto em 2008.
O rio sem fim, para posteridade…
Ao melhor estilo da fase pós-wateriana, que considero a espaço-glacial da banda, este trabalho se inicia com aquelas já clássicas faixas introdutórias, que dão a noção da viagem que vem a seguir, trata-se de “Things Left Unsaid“, seguida de “It’s What We Do“.
Arquivo Free Four: Grace Slick e a sua obra de arte chamada “Manhole”
O som espacial e progressivo, marcante do Pink Floyd fica estampado na quarta faixa em “Sum“, e como não me remeter à lembrança do filme “Live At Pompeii“, ao ouvir a bateria de Nick Mason e a guitarra distorcida de David Gilmour, na quinta música, “Skins“.
“Anisina“, a sétima, me fez lembrar no seu começo da antológica “Us And Them“, de “The Dark Side Of The Moon“, com as bases de teclados inconfundíveis de Richard Wright e o sax de Dick Parry.
Que qualidade, que coisa gostosa de ouvir é a nona música, “On Noodle Street“, e a anteriormente divulgada “Allons-y (1)” e sua continuação “Allons-y (2)“, décima e décima segunda faixas, definitivamente nos traz de volta à atmosfera Division Bell.
Eis que a “voz” do gênio Stephen Hawking, pode ser novamente ouvida na ótima música repleta de solo de David Gilmour, “Talkin’ Hawkin”.
No segmento final do álbum temos a maestria de David Gilmour, esbanjando suas cordas em “Surfacing“, e, finalmente culminando num belo canto na única música vocalizada do disco, a belíssima “Louder Than Words“.
Arquivo Free Four: Discorrendo sobre o álbum “Phaedra” – Tangerine Dream
Conclusão
Um disco feito da costela de outro, contendo uma sonoridade que remete o ouvinte não só à fase do disco de origem, mas também a momentos setentistas. Um trabalho, digno sim, de findar a marca Pink Floyd, com maestria, homenagem a Rick Wright, e uma capa que traduz o que ouviremos.
Valeu Floyd, valeu mesmo! Nota DEZ!
Ouçam-no na íntegra pelo Spotify no link abaixo:
Obs: Texto de 2014, resgatado do finado blog Free Four, antecessor deste atual. Fora publicado também no WHIPLASH.NET
Tracklist:
01. Things Left Unsaid
02. It’s What We Do
03. Ebb and Flow
04. Sum
05. Skins
06. Unsung
07. Anisina
08. The Lost Art of Conversation
09. On Noodle Street
10. Night Light (
11. Allons-y (1)
12. Autumn ’68
13. Allons-y (2)
14. Talkin’ Hawkin’
15. Calling
16. Eyes to Pearls
17. Surfacing
18. Louder Than Words
19. TBS9
20. TBS14
21. Nervana
A Banda:
David Gilmour – vocais, guitarra
Nick Mason – bateria, percussão
Richard Wright – teclado, piano
Músicos convidados:
Sarah Brown – vocal de apoio
Guy Pratt – baixo
Louise Clare Marshall – vocal de apoio
Durga McBroom – vocal de apoio
Equipe técnica:
Andrew Jackson – engenheiro de som
Polly Samson – letrista









