Seria chover no molhado dizer que Beatles é uma das bandas mais importantes para a história do Rock, senão a mais importante, e seria impossível listar a quantidade de artistas que a banda inglesa influenciou e continua influenciando ao redor do mundo. O que pouco entendemos no entanto, é o motivo que os tornou tão famosos, e mais populares, como posteriormente declarou Lennon, que Jesus Cristo.
Acontece que antes do primeiro disco da banda, os Beatles haviam tocado por quase 6 anos, uma quantidade absurda de apresentações, que duravam horas e horas, tanto no famoso Cavern Club, quanto em cidades na Alemanha e outros locais.
Nessa época, a banda começou como outra qualquer, tocando sucessos das rádios, fazendo covers de artistas ingleses e americanos, e bem poucas composições. Suas inspirações eram variadas, desde os roqueiros mais clássicos da época, aos mestres do blues. Informações como essas podem ser encontradas na biografia de qualquer um dos Fab Four.
No ano de 1962 os Beatles lançaram 2 eps, com 2 singles em cada, a saber “Love Me Do” e “P.S. I Love You” em um Ep; “Please Please Me” e “Ask Me Why” no outro.
Em 1963 a banda já tinha um entrosamento tão significativo que, sob a supervisão do seu produtor George Martin, em apenas um dia gravação, o álbum “Please Please” Me foi gravado integralmente.
Os covers “Anna”, “Boys”, ”Baby It’s You” e “Twist And Shout” foram escolhidos a dedo, para compôr essa obra dançante, e ornou perfeitamente com as composições de Lennon e McCartney.
Ouve-se bem a voz de George no disco, mas nenhuma composição é de sua autoria, nem de Ringo cuja entrada na banda ainda era recente.
As premiações que o disco recebeu não foram poucas, mas ainda não era considerado uma obra fantástica. E alguns críticos crêem que sua relevância seja superestimada por se tratar do primeiro disco do quarteto.
Eu gosto de considerar que todas as facetas de uma banda devem ser exploradas, e que o resultado real é a somatória de toda a obra.
Para todo efeito, torna-se necessária a apreciação desse disco.
Ele remete claramente a uma fase perdida do romantismo, das danças Boogie Woogie e Rock And Roll, e sintetiza de forma simples, conforme notamos seu desenvolvimento da primeira à última faixa, que havia um interesse mais puro na coisa da música.
Sobre as questões da gravadora, empresários, conflito de interesses quanto ao Pete Best, ou quanto a competência para gravar de Ringo, este que vos escreve decidiu apagar tudo o que tinha escrito, para conseguir se ater somente à obra feita.
Talvez seja mais proveitoso curtir a música, com um bom aperitivo, do que entrar no campo das discussões intermináveis.
E quanto a Beatles, ouça sem moderação!
Pelo confrade Daniel Aigner.









