Na virada da década de sessenta para setenta, uma variante do rock and roll dominada por musicistas escolados, em sua maioria com formação em música clássica e/ou fortes influências jazzistiscas, como as do mega jazzman Miles Davis, começaram a ganhar cada vez mais terreno em meio ao público e crítica.
Deu-se início a um boom de álbuns conceituais, músicas elaboradíssimas e sem nenhuma pressa de se terminar e sobretudo o enaltecimento do grande prazer de se tocar bem.
Abaixo deixo listados vinte e um álbuns, sendo quatorze deles de estúdio e sete ao vivo não em ordem de melhor para pior ou vice-versa, mas sim desfilando todos com sua qualidade ímpar, principalmente para quem está pensando em começar ou se aprofundar no velho rock progressivo.
Você pode e deverá achar que faltou este ou aquele, ou aqueloutro não deveria constar aqui, mas de qualquer modo posso lhe garantir que com qualquer um dos álbuns abaixo seus ouvidos estarão bem servidos.
Para cada álbum, tento qualificá-lo usando apenas uma linha do texto.
21 Grandes discos do Rock Progressivo:
“Selling England By the Pound” – Genesis (1973)
A obra-prima do grupo inglês na sua fase áurea com Peter Gabriel nos vocais.
“Tarkus” – Emerson, Lake & Palmer (1971)
Verdadeira aula de música dada por três caras em teclas, cordas e percussão.
“Acquiring the Taste” – Gentle Giant (1971)
Vai lhe encantar desde os primeiros segundos…
“Depois do Fim” – Bacamarte” (1983)
A excelência do progressivo brasileiro sob a voz maviosa de Jane Duboc.
“Close to The Edge” – Yes (1972)
Três soberbas canções.
“Illusions on a Double Dimple” – Triumvirat (1973)
Infelizmente esse grupo é bem subestimado e menos difundido do que merecia ser.
“Thick As A Brick” – Jethro Tull (1972)
Uma só canção. Uma oitava maravilha.
“The Magician’s Birthday” – Uriah Heep (1972)
Ouça e celebre o canto de David Byron.
“Caress Of Steel” – Rush (1975)
Esse é para os fortes. Quem entende, entende. Quem não entende, não entende.
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“Ashes Are Burning” – Renaissance (1973)
Aqui temos a majestosa Annie Haslam ao microfone comandando os trabalhos.
“Hot Rats” – Frank Zappa (1969)
Ouça este umas cinco vezes seguidas… depois ouça mais dez.
“Radioactiviy” – Kraftwerk (1975)
Bem-vindo ao Krautrock!
“In the Court of the Crimson King” – King Crimson (1969)
Banhe-se sem moderação na beleza do som do Melotron.
“The Dark Side of The Moon” – Pink Floyd (1973)
Todo o hush da vida urbana transcrito pelo rock progressivo.
Esses acima foram preciosidades de estúdio do prog rock. Abaixo veja seis registros ao vivo imprescindíveis aos interessados no estilo.
“Live In Paris” – Supertramp (1980)
Um material conclusivo da carreira deste grupo. Não quer ter mais nada deles? Esse te garante!
“Welcome Back, My Friends, to the Show That Never Ends ~ Ladies and Gentlemen” – ELP. (1974)
Lembra da aula de música citada lá em cima em “Tarkus“? Agora imagine isso ao vivo.
“Uriah Heep Live” – Uriah Heep (1973)
Os caras incendiaram o templo nipônico Budokan.
“Yessongs” – Yes (1973)
O auge ao vivo do grupo com o melhor da fase clássica.
“Live at Madison Square Garden” – Jethro Tull (1978)
Ian Anderson é indescritível no palco!
“Rush in Rio” – Rush (2003)
Uma enciclopédia completa de prog rock em terras cariocas. Apoteótico.
P.U.L.S.E. – Pink Floyd (1995)
A coisa mais linda já apresentada em forma de concerto de rock. Obrigatório!






























