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Um ano sem Ozzy Osbourne

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Eterno frontman do Black Sabbath nos deixou no dia 22 de julho de 2025, apenas 17 dias após seu canto do cisne.

O cenário da música de peso completou um ano de silêncio parcial hoje. A data de vinte e dois de julho marca o primeiro aniversário do falecimento do cantor Ozzy Osbourne. O vocalista britânico faleceu em sua residência no ano de 2025. Sua família o acompanhava no momento de sua partida física. A certidão de óbito do artista registrou as causas oficiais de sua morte. O infarto agudo do miocárdio e a parada cardíaca interromperam a sua icônica jornada. A doença arterial coronariana e o Parkinson atuaram como fatores agravantes adicionais. O documento oficial de óbito destacou a ocupação de Ozzy de forma muito especial. O registro oficial classificou o cantor sob a denominação profissional de lenda do rock, compositor e artista. Sua morte ocorreu apenas dezessete dias após a sua última aparição nos palcos.

O histórico canto do cisne no Villa Park

O lendário vocalista subiu ao palco pela última vez no dia 5 de julho de 2025. O concerto de despedida ocorreu em sua terra natal no estádio Villa Park em Birmingham. A apresentação especial sob o nome Back to the Beginning reuniu os quatro integrantes originais do Black Sabbath. Cerca de quarenta mil fãs compareceram ao estádio de futebol para o último adeus. Outros cinco milhões de admiradores acompanharam a transmissão histórica pela internet.

No palco Ozzy cantou sentado em um enorme trono devido aos seus problemas físicos. Seus graves danos na coluna e o Parkinson limitavam muito os seus movimentos normais. A memorável apresentação arrecadou cerca de cento e quarenta milhões de libras para a caridade. O vocalista demonstrou profunda emoção ao conversar diretamente com o público. Na ocasião o cantor declarou aos fãs: “Vocês não fazem ideia de como eu me sinto, obrigado do fundo do meu coração“. O show histórico representou o encerramento definitivo das atividades do grupo britânico.

Honras fúnebres e memórias do Madman

A filha mais velha de Ozzy registrou a certidão de óbito na cidade de Londres. O cantor faleceu em sua residência na região de Buckinghamshire aos 76 anos. Após o óbito os familiares organizaram um funeral dividido em duas etapas. O cortejo fúnebre público ocorreu em Birmingham em 30 de julho. Milhares de fãs caminharam pela famosa Broad Street com muita emoção. O veículo passou pela ponte dedicada ao Black Sabbath e pelo banco memorial.

A banda Bostin’ Brass tocou clássicos de sua carreira solo e de seu grupo de origem. O prefeito Zafar Iqbal destacou que o cantor representava a própria alma de Birmingham. A família realizou o sepultamento de forma privada em sua propriedade. O enterro atendeu ao desejo de Ozzy de tocar a música In My Life dos Beatles. Anos antes em 2011 ele revelou seu desejo: “Não quero que seja triste, quero que seja um momento para dizer obrigado“.

Curiosidades do início de carreira e memórias finais

A loucura e os excessos marcaram os primeiros anos do Black Sabbath no rock. Para se ter uma ideia, a audição do primeiro disco do Black Sabbath chocou os pais de Ozzy, que questionou:

“Filho, vou te fazer uma pergunta agora e quero que me confirme a verdade: tem certeza de que está só bebendo álcool?“.

Dias antes de seu falecimento o vocalista concluiu o livro O último ritual. A obra de memórias reflete seus pensamentos e o seu humor negro sobre o fim. Ele escreveu em seu livro:

“As pessoas me perguntam: se eu pudesse fazer tudo de novo, sabendo o que sei agora, mudaria alguma coisa? Eu respondo: “Não, porra”. Se eu estivesse limpo e sóbrio, não seria o Ozzy. Se eu tivesse feito coisas normais e sensatas, não seria o Ozzy. Olha, se acabar amanhã, não posso reclamar.“.

Homenagens eternas e tributos mundiais

Após a morte do ídolo, o clube de futebol Aston Villa inaugurou um grande mural decorativo nas imediações de seu estádio. A arte trouxe a inscrição Ozzy Forever e celebrou a ligação do cantor com a sua comunidade local. Os jogadores profissionais entraram no gramado do estádio ao som clássico da música Crazy Train. O tradicional Grammy Awards de 2026 preparou um momento emocionante para o público. Um supergrupo com Post Malone e Slash executou o hino War Pigs na premiação.

A família de Ozzy assistiu ao comovente tributo na primeira fila do evento de música. O cantor Yungblud conquistou seu primeiro troféu por sua versão ao vivo de Changes. O jovem músico declarou: “Crescer amando um ídolo que te ajuda a descobrir sua identidade é algo pelo qual sou grato“. Jack Osbourne e a esposa Sharon celebraram o prêmio com o jovem artista. O filho Jack inclusive defende a criação futura de um holograma de inteligência artificial de seu pai. Ele explicou que Ozzy certamente aprovaria o uso dessa tecnologia para divertir os fãs.

O sentimento de perda dos velhos companheiros

Os antigos parceiros do Black Sabbath manifestaram à época imensa dor com a ausência do eterno irmão. O guitarrista Tony Iommi descreveu o choque em uma entrevista de televisão. Iommi expressou:

“Pensei: ‘Não pode ser’. Só recebi uma mensagem dele no dia anterior. Parecia irreal, surreal“.

O guitarrista recordou com emoção o esforço do cantor durante os ensaios finais.

“Ele vinha, sentava e cantava algumas músicas… depois ia embora para descansar. Ele realmente se esforçou para fazer aquele show. O show era para ele se despedir, na verdade, e para a gente se despedir, porque o Black Sabbath também se despediu. Foi o fim da banda, e nunca mais faremos isso. É uma notícia absolutamente de partir o coração… não haverá nunca outro como ele. Geezer, Bill e eu perdemos nosso irmão“.

O baixista Geezer Butler expressou seu profundo amor ao amigo de longa data. Butler declarou:

“Obrigado por todos esses anos – nos divertimos muito. Quatro garotos de Aston, quem diria, hein? Fico tão feliz que pudemos fazer isso uma última vez, de volta em Aston. Te amo“.

O baterista Bill Ward também compartilhou sua saudade constante. Ward confessou:

“Sinto saudades dele todos os dias. Onde vou te encontrar agora? … você está para sempre no meu coração. Minhas sinceras condolências a Sharon e toda a família. Nunca direi adeus. Obrigado para sempre.”

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