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Review: "A" trouxe o Jethro Tull "moderno"

Em 29 de agosto de 1980 o Jethro Tull entrava na nova década com o conturbado álbum “A”.

A banda estava ainda sob o baque da perda do baixista John Glascock, que falercera nas gravações do álbum do ano anterior, “Stormwatch” e acarretou nas saídas do baterista Barrie Barlow, do tecladista John Evan e o arranjador de orquestra David Palmer.

Para compensar, o líder Ian Anderson recrutou como músico convidado o multi-instrumentista oriundo das bandas Roxy Music e de Frank Zappa, Eddie Jobson e contou com os retornos à banda  do guitarrista Martin Barre e do baixista Dave Pegg.

Anderson idealizou “A” para ser um álbum solo seu, contudo a gravadora Chrysalis Records gostou da ideia de se fazer um álbum do Tull “moderno”, com uma sonoridade que os introduzisse na década em aurora.

Modernidade esta que mergulhara o grupo em arranjos sofisticados de sintetizadores e violinos, tudo isso claro, vindo da força criativa de Jobson com amplo apoio de Anderson, que queria um Tull mais distante do prog-folk da década anterior, sendo a canção instrumental “The Pine Marten’s Jig” o mais próximo que se chegou da sonoridade clássica da banda até então.

“A” rendera uma turnê mundial que foi até o ano seguinte com a novidade dos integrantes trajando os macacões brancos no palco, os mesmos usados na capa do álbum.

Não é preciso dizer que muitos dos fãs do Tull torceram o nariz para “A”, desafiando a inevitável mudança que a década de 80 trazia para as chamadas bandas de canções elaboradíssimas e/ou enormes.

Mas era uma questão de se adaptar à realidade sonora da época, fazer o melhor dentro daquele contexto (inevitável), como a magnífica faixa “Black Sunday” e no mais, relaxar e gozar, ao som do novo “Tull Moderno”, sem falar que a turnê de “A” gerou ótimos registros em vídeo.

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