Esta semana a empresa de queijo pastoso Polenguinho lançou uma campanha publicitária com o slogan “Dark Side da Fominha”, cujo objetivo era brincar com o conceito de fome e saciação deste desejo por esus consumidores.
Ilustrando, a empresa divulgou amplamente a imagem acima, com o seu famoso produto substituindo o mais famoso ainda prisma entre os feixes branco e colorido da icõnica capa do álbum “The Dark Side of The Moon“, do Pink Floyd.
A partir daí, um festival de ignorância, literalmente em seus dois sentidos, desconhecimento e rudeza, desfilaram abertamente na internet, atacando a campanha da empresa, acusando-a de apologia à causa LGBT, que utiliza frequentemente o símbolo do arco-íris.
É bem difícil escolher o que me dói mais: a extrema falta de cultura e conhecimento destas pessoas que desconhecem uma das, senão a capa mais reconhecidas da música de todos os tempos e portanto não perceberam a grande sacada da empresa ou o concomitante preconceito embutido nelas contra a ideologia de gênero e seus símbolos.
Só para lembrar, a capa do Pink Floyd é de 1973, muito antes da massificação midiática do arco-íris pelo movimento LGBT, e a Polenguinho ainda se dera ao trabalho de explicar isso em comunicado.
Obviamente que num dado momento, uma coisa converge com a outra. A capa do Pink Floyd já foi, é, e certamente será sempre daqui para frente associada ao arco-iris LGBT. Mas e daí, e se for? qual o problema imbuído nisso? Diversos sites, páginas e grupos floydianos no Facebook e mesmo esta própria confraria já manifestaram apoio à causa da liberdade fazendo essa analogia em sua página à ocasião recente da polêmica “Cura Gay”(imagem abaixo), pois certas coincidências são sim interessantes.
Apesar de tudo, existem aqueles que tem senso de cultura e bom humor como o internauta que apoiou a Polenguinho:
“Vou voltar a comprar só por causa dessa capa do Pink Floyd”, escreveu.
Meu conselho aos internautas embebidos em toda essa ignorância mergulhada no preconceito:
Vá ouvir “The Dark Side of The Moon” comendo Polenguinho! Aculture-se e cresça!
André Floyd – Presidente da Confraria Floydstock.
Imagem usada em post da página Confraria Floydstock em repúdio à “Cura Gay”