Enfim chegamos aos derradeiros dias de 2018, um ano imensamente frutífero no campo fonográfico com lançamentos ao longo deste com qualidade de sobra.
A Confraria Floydstock expõe abaixo alguns álbuns que mereceram nosso enaltecimento e recomendação.
Claro que não se pode fugir ao fato de que, assim como listas de outros sites do Brasil e do exterior, as escolhas acabam sendo muito influenciadas, tanto pelo o que quem as tece esteja ouvindo, como também pela linha editorial dos sites onde elas são publicadas, portanto, a lista da Confraria Floydstock tem e muito do que você deve ter visto rolar por aqui em 2018, além de algumas boas surpresas.
Obviamente que aqui o rock e o metal predominam, porém sem se prender a eles, uma vez que a Confraria enfatiza a música, outros segmentos podem figurar em nossa lista.
Lembrando que só elencamos álbuns de estúdio que contém canções até então inéditas e quatro “menções honrosas” ao final, de um álbum Ao Vivo.
Os álbuns que estiverem com link, significa que há resenha sobre eles aqui na Confraria, basta clicar e conferir.
Não se atenha tanto às colocações dos álbuns, pois rankear nestes casos é algo meramente subjetivo.
Obviamente que há inúmeros outros bons álbuns que também poderiam ser lembrados aqui e você, caro leitor pode ficar a vontade para citá-los.
Ao final da lista, disponibilizamos duas playlists no Spotify, a primeira, contendo todas as canções dos vinte álbuns selecionados abaixo, completinha e a segunda com os quatro álbuns Ao Vivo das “Menções Honrosas”.
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Enfim, para a Confraria Floydstock os melhores álbuns de 2018 foram:
20 – Amaranthe – “Helix“
Marcando a estreia do vocalista masculino Nils Molin, que divide os vocais com a cantora Elize Ryd, o ótimo disco “Helix”, da banda nórdica Amaranthe traz um death e power metal melódico sem nenhum pudor em usar elementos eletrônicos sem deixar a peteca cair, concomitando peso e modernidade sonora, tudo com boa qualidade e ótima produção.
19 – Auri – “Auri“
Auri é o mais novo projeto paralelo do líder do Nightwish, Tuomas Holopainen, acompanhado de seu colega de banda, o multi-instrumentista Troy Donockley e de sua esposa, a cantora Johanna Kurkela, Em seu debut o Auri agracia o seu ouvinte com as já conhecidas bases de piano e sintetizadores de Tuomas, sempre criando um clima atmosférico-medieval, porém aqui sem a menor necessidade, até porque não era essa a intenção, de impor peso às suas notas.
18 – Jinjer – “Cloud Factory“
Certamente o mais pesado de toda essa lista. Nada aqui neste disco da banda ucraniana Jinjer, capitaneada pela vocalista Tatiana Shmaylyuk, soa gentil, mimoso ou tenro. O peso come solto com alta vigorosidade, porem, metal sem quebra de cadência é como vociferar incessantemente sem vírgulas, precisa de pausas, quebras de andamento e elaborações. E isso o Jinjer faz com um repleto arsenal de grooves, toques prog e até melódicos, sem nunca aliviar no peso.
17 – Ghost – “Prequelle“
Os suecos do Ghost se catapultaram ao sucesso e agora ousam o que bem entendem, inclusive a matar seu “Papa” frontman e estrear um novo, para o microfone do último álbum “Prequelle“, que deu de ombros para quaisquer convenções e absorvera toda a influência pop que lhe fosse salutar.
16 – Paul McCartney – “Egypt Station”
Dá para afirmar sem medo que este álbum foi o mais esmerado feito pelo velho Macca nesta década. A sofisticação de elementos faixa a faixa, todas bem únicas por sinal, tudo somado à energia positiva que o disco traz ao todo mostra isso. As canções deste trabalho fariam perfeitamente sucesso na fase clássica da carreira solo de Paul, nos anos 70 e 80. Ah, e a canção “Back in Brazil“, em homenagem ao nosso país, ficou pura ternura.
15 – Nita Straus – “Controlled Chaos“
E viva a boa música instrumental! Aliás, a ótima. Ainda mais num disco de hard rock e metal composto somente por canções nesses moldes. A guitarrista da banda de Alice Cooper dá um verdadeiro e vigoroso show de guitarras aqui, com riffs e solos viscerais.
14 – MaYan – “Dhyana“
Marcando a estreia da soprano Marcela Bovio, que agora forma dupla vocal feminino com Laura Macri, além das três vozes masculinas, totalizando cinco vocalistas, “Dhyana” soa épico e apoteótico, da primeira, “The Rhythm of Freedom“, à última canção, “Set Me Free“, sendo elemental e completamente todo bem construído e pensado com esmero e detalhismo, um álbum para a galeria de elite do metal sinfônico.
13 – Sirenia – “Arcane Astral Aeons“
“Arcane Astral Aeons”, segundo com a soprano Emmanuelle Zoldan ao microfone, é um álbum que denota a evolução e o caminhar do Sirenia pelo melhor caminho musical possível, um álbum que precisa a identidade da banda que transparece estar no auge de suas inspirações, vivendo os seus melhores momentos na carreira e quiçá de suas próprias vidas. Assim demostraram neste belo trabalho.
12 – Marcela Bovio – “Through Your Eyes”
“Through Your Eyes” é uma verdadeira universalização de sentimentos “do geral para o particular”, dedutivo e intuitivo, onde a cantora e compositora Marcela Bovio, que agora integra a banda de metal sinfônico MaYan, aqui em seu segundo álbum solo, colhera relatos de várias pessoas que lhe enviaram suas experiências e daí adviera as inspirações para a confecção das canções, que em seu arranjos, além de voz e piano, ganharam a adição de violino e cello, criando linhas harmônicas lindíssimas.
11 – Saxon – “Thunderboolt“
Ah, o heavy metal tradicional de 80… Como é bom ouvir um álbum como esse e sentir vivo esse estilo que marcou época, soando atual, tornando toda e qualquer nostalgia e saudade desnecessárias. Ouvindo “Thunderbolt“, as vezes parece que o Saxon está começando agora. Que disco!
10 – Lucifer – “Lucifer II“
Não deixe 2018 acabar sem conferir o ótimo segundo disco da banda de hard rock sueca, Lucifer, capitaneada pela frontwoman Johanna Sadonis. Um som com pegada hard setentista, mas perfeitamente encaixado para os dias de hoje, contribuindo para a longevidade do estilo. Uma delícia de disco.
09 – Doro – “Forever Warriors, Forever United“
A eterna Rainha do metal Doro Pesch promoveu uma grande celebração ao estilo através do seu mais recente álbum de estúdio, “Forever Warriors, Forever United”. Disco de alto nível em todas as canções e como toda festa,não poderiam faltar convidados para cantar com a rainha.
08 – Judas Priest – “Firepower“
Em virtude do Mal de Parkinson acometer seu guitarrista-fundador Glenn Tipton, este pode ser até o último álbum da banda bretã Judas Priest. Sendo este o derradeiro, a banda estará se despedindo em alto nível, com um disco tão bom e forte como nos tempos áureos e ao mesmo tempo atual e moderno.
07 – Uriah Heep – “Living the Dream“
O Uriah Heep é prog? É hard-rock? Este álbum ratifica que este grupo é acima de tudo, espetacular, trazendo um Mick Box, já septuagenário, inspiradíssimo, destruindo a guitarra com seus solos. Um de meus arrependimentos esse ano foi ter demorado para ouvir este disco. Não cometa o mesmo erro, ouça-o pra ontem.
06 – Ex Libris – “Ann, Chapter 1: Anne Boleyn”
EPs são sempre um diminutos agregados de poucas canções, porém “Ann, Chapter 1: Anne Boleyn” veio sem cerimônia, se postar como um gigante dentro do prog symphonic metal, tamanha a sua intensidade e relevância.
E o melhor é que tudo isso é ainda somente a terça parte de um promissor e vindouro todo.
05 – Joe Bonamassa – “Redemption“
Que baita músico, excepcionalmente completo é esse tal de Joe Bonamassa. Com um álbum absolutamente impecável de blues-rock, que por vezes parece saudar tanto ao Led Zeppelin como a Frank Zappa, sem nunca, em momento algum deixar de soar como o próprio Bonamassa. Elegância e maestria, é o que temos em “Redemption“
04 – Ostura – “The Room“
Pretensioso, ousado, sofisticado, mega elaborado, muy requintado? Que o Ostura siga sendo tudo isso, sem medo de ser feliz e ótimo, como bem mostrara no álbum “The Room“. A banda libanesa funde metal, erudito e prog com imensa magnitude de suas propriedades, ilustrados por exemplo na faixa “Duality“. Como diria um poeta de Madri: Só é convencido quem pode, meu amigo!”
03 – Mark Knopfler – “Down The Road Wherever“
Quando viera ao mundo, o eterno líder do Dire Straits, Mark Knopfler deve ter sido programado para só fazer coisa boa.
“Down The Road Wherever” é um disco arrebatador e cativante, sem erros. Aquele disco para você ouvir quando chega do trabalho, serve uma dose ou abre uma cerveja, sentado numa poltrona ao cair da tarde e vai relaxar.
02 – Therion – “Beloved Antichrist“
Se aprecia uma obra contendo peças musicais imersas em vozes e orquestrações magistrais aptas a levá-lo ao mais alto grau de contemplação, então aqui você encontrará seu paraíso.
Possuindo pouco mais de três horas de duração em quarenta e seis canções entoadas por trinta vocalistas entre tenores, barítonos, baixos e sopranos que se revezam entre as faixas que discorrem sobre a história baseada no livro A Story of Antichrist, de Vladimir Solovyov, contendo vinte e sete personagens…
01 – Oceans of Slumber – “The Banished Heart“
O que fez deste disco ser o primeiro desta lista é realmente o fato dele ser fora de série e acima da média e do comum. Uma ode à melancolia poética e vitaminada com peso deslumbrante em forma de um álbum de prog metal escorreito. E como já usei aqui o termo “deslumbrante”, que outro termo usar para descrever o canto desta vocalista texana chamada Cammie Gilbert? Divinal é pouco. A mulher, canta e incorpora. Ela vive.
Menção Honrosa para álbuns Ao Vivo
Como explicado lá em cima, esta lista consiste apenas em álbuns com músicas inéditas em estúdio lançados em 2018.
Porém, vale a pena mencionar honrosamente quatro registros ao vivo lançados este ano. São eles:
Accept – “Symphonic Terror – Live At Wacken 2017” (CD e DVD)
Registrado durante a apresentação literalmente magistral da banda germânica Accept, no festival Wacken Open Air, em seu país. O concerto fora dividido em três partes, com a banda abrindo, seguindo com o guitarrista Wolf Hofmann executando canções de seu trabalho solo “Headbangers Symphony” acompanhado por Orquestra Sinfônica e um Gran Finale com grupo e orquestra executando os clássicos da banda.
Ayreon Universe – “Best of Ayreon Live” (CD e DVD)
Pela primeira vez, o multi-instrumentista e produtor holandês Arjen Lucassen levara seu projeto de prog symphonic metal Ayreon para o palco. E levou sua constelação de artistas do gênero com ele.Tudo registrado em CD e DVD. Este foi simples e disparadamente o CD/DVD que mais vi e ouvi em 2018.
Tarja – “Act II” (CD e DVD)
A “Mãe” de todas as frontwomen do symphonic metal, desfila com autoridade seu enorme talento em dois registros ao vivo compilados: a primeira, mais intimista, gravada no estúdio Metropolis, em Londres, para um público “petit comité”. A segunda em um grande concerto em Milão, na Itália, a soprano mais famosa do metal exubera. Imperdível.
Evanescence – “Syntesis Live” (CD e DVD)
Após um hiato de três anos, a mezzo-soprano Amy Lee reuniu sua banda para a gravação do álbum “Synthesis”, que trouxe releituras eruditas, com banda e orquestra para as canções do Evanescence no ano passado. E em novembro de 2017, Lee levou a experiência para o palco do Grand Theatre no Foxwoods Casino, Connecticut, apresntação que foi devidamente registrada e lançada este ano em áudio e vídeo.