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Os 25 melhores álbuns de rock e metal de 2024, segundo a Confraria Floydstock

Confira a nossa tradicional lista com os melhores lançamentos fonográficos do ano, de acordo com nossa linha editorial

Mantendo a tradição do site Confraria Floydstock, mais uma vez divulgamos a nossa lista anual, que traz álbuns internacionais (e por vezes nacionais) de estúdio, compostos apenas por canções inéditas (ou seja, não vale coletâneas e nem registros ao vivo).



Nos últimos anos as listas têm sido elaboradas por mim, dono do site e eventualmente, contando com a colaboração dos meus colegas que me ajudam a tocar e a pensar a Confraria Floydstock.

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Tal qual fora feito a partir de 2022, a lista será apresentada com os melhores álbuns escolhidos dispostos cronológicamente por mês.

Os álbuns que estiverem com link, significa que há matéria e/ou resenha relacionadas a eles aqui na Confraria, basta clicar e conferir.

Ao final da lista, disponibilizamos uma playlist no Spotify, contendo todas as canções dos vinte e cinco álbuns selecionados. São 276 canções em mais de 20 horas. Uma bela parte do universo do rock e metal que a Confraria Floydstock entende estar repleta de qualidade.



Vale lembrar que lista tem sempre um caráter pessoal e relativo, aqui no caso, muito influenciada pela linha editorial pertinente ao site, logo não faltou “esse” ou “aquele” material.

Enfim, para a Confraria Floydstock os melhores álbuns de 2024 foram:

Janeiro

Lucifer – “Lucifer V

A banda sueca de hard rock, com veia setentista, Lucifer, capitaneada pela frontwoman Johanna Sadonis, revisita nossa lista pela 3ª vez, trazendo a fórmula da banda que nunca falha: hard rock, um pouco da New Wave do heavy metal britânico dos anos 70-80. mais no sentido old school, do que de uma forma muito sutil, além de uma pitada de soul.

Saxon – “Hell, Fire and Damnation



Saxo segue sendo aquela banda tipo “Porto Seguro”, ou seja, é padrão de qualidade constante e duradouro. Aqui a banda do vocalista Biff Byford encanta por sua sonoridade robusta e energética, mantendo a essência clássica do grupo enquanto incorpora elementos mais contemporâneos.

Fevereiro

Steve Hackett – “The Circus And The Nightwhale

O eterno guitarrista do Genesis, Steve Hackett retorna ao mundo dos álbuns conceituais pela primeira vez em 48 anos com o lançamento de seu último álbum de estúdio, o primeiro álbum conceitual dele desde sua estreia solo em 1975, com “Voyage Of The Acolyte”, que se seguiu um ano ao grande conceitual duplo do Genesis em 1974, ‘The Lamb Lies Down On Broadway’.

Amaranthe – “The Catalyst



Em seu 7º álbum de estúdio, a banda sueca de metal moderno Amaranthe mergulhou sem cerimônia em uma concepção mais teatral e até mais sinfônica e orquestral, promovendo um salto evolutivo e maduro do grupo da frontwoman Elize Ryd.

Março

Bruce Dickinson – “The Mandrake Project

“The Mandrake Project” traz novamente o frontman da Velha Donzela em uma nova empreitada solo de estúdio, desde “Tyranny of Souls” (2005). Aqui, o vocalista do Iron Maiden caprichou nas elaborações dos temas e sonoridades das canções.

Judas Priest – “Invincible Shield



Nem a Pandemia da COVID-19, período em que o 19º álbum de estúdio da icônica banda britânica capitaneada pelo frontman Rob Halford, começou a ser feito, impediu que este fosse bem composto e produzido, vindo na pegada forte e pesada de seu antecessor, “Firepower” (2018), além de manter o mesmo nível de excelência do heavy metal clássico. Garantido.

The Black Crowes – “Happiness Bastards

Conhecidos pela sua muito boa condução da fusão rock e blues, os irmãos Robinson, Chris e Rich ressurgiram em 2024 após uma desavença que os afastou um do outro em 2015, com este trabalho sem “tirar” nem “por”, resultado de um processo de reunião que teve inicio em 2019.

Abril

Mark Knopfler – “One Deep River



Com capa e título homenageando Newcastle, Inglaterra, por onde passa o rio Tyne e onde cresceu, o absoluto guitarrista do Dire Straits retornou aos estúdios para nos brindar em abril deste ano com essa pedra preciosa fonográfica, seu 1º trabalho desde “Down the Road Wherever”. Sobre a sonoridade do disco? Ah, é simplesmente Mark Knopfler.

Maio

Anette Olzon – “Rapture

Com saudade dos tempos de Nightwish com Anette Olzon ao microfone? Então deleite-se com “Rapture”. Nunca a cantora sueca estivera tão próxima so som de sua-ex-banda com neste trabalho, seu 3º álbum solo, onde ela domina as fronteiras entre o peso e a embriaguez, ao mesmo tempo que mostra uma artista que não descansa sobre os louros, mas ruma corajosamente para o futuro.

Black Pantera – “Perpetuo



Numa maravilhosa união de metal, punk e influências de música brasileira, temos a 1ª aparição nacional em nossa lista. “Perpetuo” mostra que a banda Black Pantera não está para brincadeira (se é que um dia esteve), destilando lindamente o metal negro e social nas veias da sociedade. Indispensável!

Junho

Evergrey – “Theories of Empitness

14º álbum de estúdio de um gigante do prog metal, conduzido pelo frontman Tom S. Englund, “Theories of Empitness” requer atenção e múltiplas audições para ser completamente absorvido, a fim de se alcançar um maior e melhor deleite. Vale à pena.

Julho

Visions of Atlantis – “Pirates II: Armada



Os agora piratas do Visions of Atlantis zarparam em uma nova batalha com o lançamento de seu 9º álbum de estúdio, “Pirates II: Armada”, que sucedeu o bem-sucedido ‘Pirates’, lançado em 2022, com a banda austríaca que traz a frontwoman francesa Clémentine Delauney retornando e explorando temas como a liberdade, a busca por tesouros e a força do espírito aventureiro, tudo muito bem embalado dentro do característico metal sinfônico deles.

Deep Purple – “#1

Após a saída do guitarrista Steve Morse em 2022, muito se esperava do 1º trabalho do Deep Purple sem ele, que marcou a estreia em estúdio do seu substituto, Simon McBride. Sem decepções, ao contrário, “#1”, fez jus ao nome e novamente provou que o Purple é singular e ímpar, uma instuição musical duradoura, ainda que com miríades de mudanças.

Agosto

King Gizzard & the Lizard Wizard – “Flight b741



“Flight b741” marca um retorno às raízes blues rock do King Gizzard & the Lizard Wizard, com uma sonoridade crua e energética que evoca o espírito de improvisação e jam sessions, repletos de texturas e timbres vintage da banda que podemos considerar como um dos maiores tesouros contemporâneos dentro de seu estilo.

Simone Simons – “Vermillion

Muitos já devem ter se perguntado: por que cargas d’água, Simone Simons, a soberana frontwoman do Epica nunca se aventurou em um disco solo? A resposta veio, a espera acabou e o resultuado agradou. “Vermillion” traz a colaboração do aclamado produtor musical e multi-instrumentista, Arjen Lucassen, idealizador do projeto Ayreon e sua esposa Lori Linstruth, que co-escrevera letras com Simone, que a possibilitou bem navegar pelos mares do prog, eletrônico e seu já conhecido oceano sinfônico.

Nick Cave and the Bad Seeds – “Wild God



Em seu 18º álbum de estúdio, Nick Cave, sempre acompanhado por sua constante banda de apoio, Bad Seeds, dança entre a convenção e a experimentação, dando voltas à esquerda e desvios que aumentam a riqueza de imagens e emoções nas narrativas comoventes de Cave. É o som de um grupo encorajado pela reconexão e que alça voo. Para ouvir e dar repeat.

Setembro

David Gilmour – “Luck and Strange

Após quase uma década desde o lançamento de seu último álbum solo, David Gilmour nos brindou com um novo álbum, “Luck and Strange”, envolto em sua elegância tímbrica inconfundível e pela primeira vez contando com a colaboração à voz de sua filha caçula, Romany, que também toca harpa em “Between Two Points”. O filho dele, Gabriel Gilmour, também contribui com backing vocals. Com selo Pink Floyd de garantia.

Oceans of Slumber – “Where Gods Fear to Speak



Um dos campeões em nossas listas de fim de ano, os texanos do Oceans of Slumber, da poderosa cantora Cammie Gilbert, pintam por aqui pela 4ª vez com seu belíssimo trabalho “Where Gods Fear to Speak, a obra-prima da banda, segundo os próprios, se é que é possível mensurar isso, em se tratando da regularidade sempre presente nos trabalhos deles.

Charlotte Wessels – “The Obsession

Após sua súbita e tensa saída da banda Delain, a cantora neerlandesa Charlotte Wessels, talvez para mudar de ares, navegou em seus 2 primeiros discos solo pelas águas mais calmas de um pop eletrônico e experimental. “The Obsession” traz a diva dos Países Baixos novamente para o seu terreno já bem conhecido, o do symphonic metal, agora falando sobre temas que afligem a mente e contando com colaborações afins, como a de sua compatriota Simone Simons, supracitada nesta lista.

Nightwish – “Yesterwynde



Agora chegamos à galáxia de Tuomas Holopainen, genial criador e compositor do Nightwish. Encerrando solemente a trilogia da banda sobre História Natural, “Yesterwynde” é um trabalho sobre tempo e ancestralidade, onde o mestre nos mostra que a sua terapia de vida deu certo, deixando o antigo peterpanismo que não lhe cabe mais para trás, com suas “Brancas de Neves”, “Belas Adormecidas”, feras e demais princesinhas lúdicas e/ou idílico-platônicas, para imergir nos temas maduros, que sunuosa e gradativamente começam a povoar as mentes dos homens de meia idade, cada vez com menos areia nas ampulhetas de sua vidas: origem, evolução, natureza, mundo, homem, senciência, morte e o fim, sem um pós-vida, partido e deixando apenas um legado, uma sombra, um perfume atemporal.

Outubro

Kiko Loureiro – “Theory Of Mind

Mis uma presença brasileira em nossa lista e o único trabalho instrumental desta, “Theory of Mind”, 6º álbum solo de Kiko Loureiro, nos remete a uma profunda imersão na mente humana e sua interação com a inteligência artificial, com um som espirituoso e atmosférico. O 1º trabalho do músico brasileiro após deixar o Megadeth.

Novembro

Rosalie Cunningham – “To Shoot Another Day



Outra “sócia” de nossas listas, com seu 3º trabalho a aparecer por aqui. “To Shoot Another Day” A cantora e multi instrumentista prog-britânica segue indefectivelmente acertando na mosca, com seu requinte e elaboração. Trata-se de música de primeiríssima qualidade, ou a enésima potência. Ouça pra ontem.

The Cure – “Songs of a Lost World

Em seu 14º álbum de estúdio, o The Cure chega marcando território de preto, num triunfante retorno, depois de 16 anos de hiato. o trabalho é simplesmente uma obra-prima gótica que mergulha nas profundezas da melancolia e da introspecção, evocando a atmosfera sombria e etérea característica da banda. Robert Smith tece letras poéticas que exploram temas como perda, desilusão e a busca por esperança em um mundo caótico. Aprecie com escuridão.

Patty Gurdy – “Tavern

Talvez Patty Gurdy seja o nome mais inusitado desta lista. Todavia ela não está aqui à toa. A renomada musicista alemã Patty Gurdy, conhecida por sua maestria com o Hurdy Gurdy (ou viela de roda), tanto nos seus trabalhos autorais e também em colaborações, como no Ayreon, lançou o seu segundo álbum completo, “Tavern”, que contou com a colaboração do ex-Nightwish, Marko Hietala. Aqui a instrumentista e cantora navega elegantemente pelo folk, rock, metal e música clássica.

Opeth – “The Last Will and Testament

Por fim, temos outro craque: Mikael Åkerfeldt. O conceitual 14º de estúdio da grandiosa banda sueca de prog metal, Opeth, além da erudição e elaboração característico-inerentes nos trabalhos do grupo, nos trouxera o retorno do uso do vocal gutural, há tempos em desuso nos registros. Momentos de fúria visceral e passagens de beleza contemplativa, sempre nos mínimos e ricos detalhes. Imperdível.

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