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Os 25 melhores álbuns de 2023, segundo a Confraria Floydstock

Este ano contamos com o voto popular para escolher 3 álbuns que integrarão a nossa tradicional lista anual de álbuns de estúdio



Mantendo a tradição do site Confraria Floydstock, novamente divulgamos a nossa lista anual, que traz álbuns internacionais de estúdio, compostos apenas por canções inéditas (ou seja, não vale coletâneas e nem registros ao vivo).

Nos últimos anos as listas têm sido elaboradas por mim, dono do site, contando com a colaboração dos meus colegas que me ajudam a tocar e a pensar a Confraria Floydstock.

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A novidade é que neste ano, além de nossas escolhas, teremos também 3 obras escolhidas pelos nossos seguidores, atrávés dos espaços para comentários aqui no site e em nossas redes sociais.

Os nossos seguidores votaram em um ou em até 3 álbuns internacionais de estúdio, que chegaram de 1º de janeiro de 2023 até o dia da sua escolha, lembrando sempre que o critério é: apenas trabalhos compostos por faixas inéditas de estúdio, ou seja, discos novos mesmo, lançados pelos artistas, nestes 365 últimos dias.



Tal qual em 2022, a lista será apresentada com os melhores álbuns escolhidos dispostos cronológicamente por mês, agora com a novidade dos escolhidos pelo voto popular, sendo estes, devidamente destacados.

Os álbuns que estiverem com link, significa que há matéria e/ou resenha relacionadas a eles aqui na Confraria, basta clicar e conferir.

Ao final da lista, disponibilizamos uma playlist no Spotify, contendo todas as canções dos vinte e cinco álbuns selecionados, exceto dois deles, que não constam na plataforma. São 300 canções em mais de 24 horas. Uma bela parte do universo do rock e metal que a Confraria Floydstock entende estar repleta de qualidade.

Enfim, para a Confraria Floydstock os melhores álbuns de 2023 foram:

Janeiro:



Iggy Pop – “Every Loser

O 19º álbum solo de Iggy Pop, a esta altura de sua carreira, que inclusive já declarou que nunca mais conseguiu escrever nada que o muito o agradasse desde que ficou sóbrio, não decepcionou, ao contrário. A pegada do ex-frontman dos Stooges entrega um homem rejuvenescido e com muito punk correndo em suas veias e muito a nos oferecer.

O trabalho traz as colaborações do baixista do Guns N’ Roses, Duff McKagan, do baterista do Red Hot Chili Peppers, Chad Smith, da dupla do Jane’s Addiction, Dave Navarro e Eric Avery, Stone Gossard, do Pearl Jam, Travis Barker, do Blink-182, e do saudoso baterista do Foo Fighters, Taylor Hawkins.

Beyond the Black – “Beyond the Black



O homônimo 5º álbum de estúdio dos germânicos Beyond the Black, capitaneados pela frontwoman e band leader Jennifer Haben, denota uma galopante evolução sonora e maturacional da banda. A qualidade aqui é inteiramente uníssona. A banda cada vez mais ganha prestígio no seu continente europeu e com esta obra, irompeu para outros continentes do globo.

Uriah Heep – “Chaos & Colour“ (pelo confrade Marcus Larbos)

Os veteranos do Uriah Heep nunca tiveram o mesmo status de ícones como Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple por exemplo, entretanto possuem um público fervoroso e fiel como é o meu caso. Nesse novo álbum a banda nos traz um som que não parou no tempo, mas que busca sempre as raízes, com canções fortes e marcantes e assinalando que a banda ainda tem muita lenha para queimar…Vida longa ao grande Uriah Heep!

Fevereiro:

Xandria – “The Wonders Still Awaiting



A banda germânica Xandria retornou das cinzas com o seu novo full-lenght, quebrando um hiato de 5 anos e estreando nova formação com destaque para a nova frontwoman, a grega Ambre Vourvahis, que trouxe vocalizações mais próxima ao canto popular do que propriamente lirico, além de impostar alguns tons guturais. O disco sinalizou uma grande mudança no som do grupo, com tudo se encaixando perfeitamente.

Elyose – “Déviante

Para os integrantes da banda francesa Elyose, da cantora Justine Daaé, que agrega o metal industrial, o sinfônico, o alternativo e o moderno, o seu 4º álbum de estúdio, “Déviante“ é o seu “melhor álbum até agora”. De fato, eles seguem dominando como nunca a arte de conjuntar os elementos sonoros supracitados.

Rick Wakeman – “A Gallery Of The Imagination



O mais recente álbum conceitual do mago das teclas, que tantas vezes integrou o Yes, em parceria com o English Rock Ensemble, apresenta as músicas como se fossem fotos em uma galeria. A música em seu último álbum visa desafiar os ouvintes a criar ativamente suas próprias impressões através da pintura, escultura, dança ou qualquer outra coisa.

Oito das doze faixas têm vocais de Hayley Sanderson, que segue o exemplo de Wakeman e traz habilmente os diferentes temas líricos, enquanto o English Rock Ensemble ecoa e embeleza os esboços sonoros de Wakeman.

Março:

Motive Black – “Auburn

Primeiro debut a aparecer nesta lista, a banda norte-americana de alternative metal, capitaneada pela vocalista Elana Justin, que já havia aparecido neste site desde a liberação de seu 1º single, agora chega com tudo, chutando a porta, com um trabalho visceralmente pesado e consistente, contando com a colaboração em duas faixas de Carla Harvey, da Butcher Babies, ao microfone.



Phantom Elite – “Blue Blood

Terceiro full-lenght da banda neerlandesa-brasileira, Phantom Elite, “Blue Blood” é segundo eles próprios, uma “uma evolução natural do som da banda”, com crescente presenças de elementos sonoro-temáticos difusos e com direito a uma canção com um videoclipe pra lá de violento, “Apex“, onde os espectadores puderam interagir como num jogochegando a ser classificado para maiores de 18 anos pelo Youtube.

Abril:

Metallica – “72 Seasons” (escolha dos nossos seguidores)

O aguardado 11º álbum de estúdio do Metallica, intitulado “72 Seasons”, quebrando um hiato de sete anos sem lançar discos de inéditas, que durava desde o lançamento de “Hardwired… to Self-Destruct” (2016), traz uma espécie de antologia sonora da própria banda, as “Setenta e duas temporadas ou os primeiros 18 anos de nossas vidas que formam nosso verdadeiro ou falso eu” descritas pelos integrantes.



O material impressionou a grande maioria dos fãs, o que facilmente o credenciou para figurar nesta lista como um dos escolhidos por nossa audiência.

Against Myself – “Tides Of Insanity

O 4º álbum de estúdio da banda espanhola de prog symphonic metal Against Myself, Tides of Insanity”, quebrou um hiato de 4 anos e marcou a estreia em estúdio da frontwoman Elizabeth Amoedo, que aqui se encarregara também das letras das canções.

“Tides of Insanity” nos brida com 9 canções muito bem trabalhadas, com guitarras poderosas e bases harmônicas e orquestrações envolventes, culminando na última e faixa-título do trabalho, uma belíssima suíte metálica de quase 20 minutos de duração.



Jethro Tull – “RökFlöte

O 23º álbum de estúdio do Jethro Tull, sempre capitaneado pelo frontman Ian Anderson, sequencia o aclamado “The Zealot Gene“, de 2022, que deu ao Jethro Tull seu primeiro álbum no Top 10 no Reino Unido em 50 anos.

É um disco de 12 faixas baseado nos personagens e papéis de alguns dos principais deuses da a velha forma nórdica de paganismo, ao mesmo tempo em que explora a RökFlöte, ou flauta de rock, que obviamente o Tull tornou icônica.

Maio:

Seven Impale – “Summit” (pelo confrade Vinício Meirinho)



Com a formação inalterada desde o seu inicio este quarto álbum “Summit” não supera o anterior “Contrapasso”, para mim até o momento o ápice da banda em criatividade e profunda ousadia, o que não desmerece em nada este que coloco em segundo, e os iniciais que gestaram com maestria o terceiro álbum.

O destaque neste álbum vai sem duvida para o baritono operistico Stian Okland (na verdade um cantor de opera treinado que alcançou o seu auge nestes sete anos) além de ser um grande guitarrista com seus riffs sombrios e escorregadios. O ponto negativo é o de não ter levado adiante o ousado experimentalismo a que chegaram no álbum anterior o que seria algo a se esperar depois de tanto tempo. Seven Impale no entanto abandonou um pouco mais o aspecto jazz rock, que incrivelmente ainda o segurava na terra, se tornando mais Prog, acelerando e desacelerando em visões de loucura nas 4 faixas que permeiam este belo álbum e evoluindo através de uma enorme variedade de paisagens sonoras alucinantes, pulsantes e febris.

Sirenia – “1977

O 11º trabalho de inéditas da banda nórdica Sirenia e o 4º da fase Emmanuelle Zoldan ao microfone, mostra um som bastante equilibrado, entre o peso característico que sempre norteou a turma do líder Morten Veland e harmonias um pouco mais amenas, sempre embaladas pelo franco canto de virtuosa cantora. O resultado é um disco delicioso de se ouvir.

Junho:



Rival Sons – “Darkfighter

O primeiro dos dois trabalhos lançados pelo grupo de hard/classic rock Rival Sons em 2023, “Darkfighter”, o 7º disco da banda, merece destaque nesta lista.

O material consiste em 8 faixas em quase 40 minutos de duração, remetendo o ouvinte a uma sonoridade nostálgica do hard rock e classic rock que marcou os anos 70 e ainda pingando uma pitadinha esperta de blues e soul.

Tarja Turunen – “Outlanders



A soprano mais famosa do metal ganhou o seu lugar na nossa lista, sem nada que a remeta ao Nightwish, banda que a consagrou e tampouco com sua característica sonoridade de sua consolidada carreira solo.

A Rainha do Symphonic Metal ousou e fez bonito em “Outlanders”, ao lado de Torsten Stenzel e de diversos guitarristas convidados, tais como Al Di Meola, Joe Satriani, Jennifer Batten, Trevor Rabin e outros, num trabalho que navega entre o prog e a new age music.

Julho:

Nita Strauss – “The Call of the Void

A guitarrista, notabilizada por integrar as bandas de apoio de Alice Cooper e Demi Lovato, reaparece em nossa lista com seu 2º trabalho solo consecutivo. Em 2018 ela pintou por aqui com “Controlled Chaos”, composto somente por suas performances instrumentais às 6 cordas.



Agora ela retorna com “The Call of the Void”, cuja novidade é a presença de vocalistas convidados para co-protagonizarem a obra, tais como Alissa White-Gluz, Lzzy Hale, Dorothy e o próprio “patrão”, Alice Cooper.

Edge of Paradise – “Hologram

A banda califoniana da cantora, pianista e compositora Margarita Monet vem num processo contínuo de plena ascenção e consolidação de seu trabalho, como denotado em seu 5º full-lenght, “Hologram”, marcado por um o som mais pesado que esu antecessor, “The Unknown” e levou a banda a dar “um grande salto na habilidade de composição e definindo sua combinação sonora de metal sinfônico e industrial tingido com influências de electro-metal”

Agosto:

Crypta – “Shades of Sorrow

A banda brasileira de death metal, Crypta reaparece em nossa lista com o seu segundo álbum de estúdio, intitulado “Shades of Sorrow”, que sucedeu “Echoes of the Soul”, presente nentre os nossos melhores de 2021.

O Disco marca as estreias em estúdio das guitarristas brasileiras, Tainá Bergamaschi e Jéssica di Falchi, que substituíram a neerlandesa Sonia Anubis, tornando assim a banda um quarteto.

Setembro:

Steven Wilson – “The Harmony Codex

O célebre produtor musical, multi-instrumentista e integrante do Porcupine Tree, Steven Wilson, está de volta a nossa lista o seu mais novo álbum solo, ‘The Harmony Codex’. Ele aparecera aqui pela primeira vez

O trabalho dura 65 minutos e traz 10 faixas. Nas versões extras, como no segundo disco, intitulado ‘Harmonic Distortion, inclui 77 minutos de música com versões alternativas do disco, além de regravações de outros artistas e grupos, como Manic Street Preachers, Roland Orzabal do Tears for Fears , Mikael Åkerfeldt do Opeth, Interpol, Meat Beat Manifesto, Faultline e Radiophonic Workshop.

Nervosa – “Jailbreak

A banda brasileira (ao menos na sua criação), Nervosa, é mais uma a reincidente em nossa lista, agora com o seu pesadíssimo 5º full lenght, “Jailbreak”.

O material é o primeiro a trazer a guitarrista e líder da banda, Prika Amaral, assumindo também o microfone. Além disto, o trabalho também traz a estreia em estúdio da formação composta por Michaela Naydenova (bateria), Hel Pyre (baixo) e Helena Kotina (guitarra), com Prika sendo a única remanescente brasileira.

O disco contou com a colaboração do guitarrista Gary Holt (Exodus, Slayer) na faixa “When the Truth is a Lie” e da vocalista Lena Scissorhands (Infected Rain, Death Dealer Union) em “Superstition Failed”.

Outubro:

Within Temptation – “Bleed Out

O 8º álbum de estúdio da banda neerlandesa Within Temptation, “Bleed Out”, já havia sido prequenciado por mais de sua metade sendo lançado como singles, sendo eles: “Entertain You”, “The Purge”, “Shed My Skin”, “Don’t Pray for Me”, “Wireless” e a faixa-título.

Como bem descreveu a própria banda, numa autoanálise, o álbum vai de riffs djenty contemporâneos e contundentes à melodias crescentes, exibindo suas raízes sinfônicas, uma jornada sonora que funde diversos estilos musicais e temas instigantes.

Rolling Stones – “Hackney Diamonds” (escolhido pelo voto popular)

E a maior e mais antiga banda de rock em atividade não pára! “Hackney Diamonds” é mais uma preciosidade dos Rolling Stones. O primeiro álbum do grupo lançado após a morte do baterista Charlie Watts ainda traz a presença deste, gravada em 2019, nas faixas “Live By The Sword’ e “Mess it Up”.

A obra ainda traz as especialíssimas colaborações de Lady Gaga, Bill Wyman e Stevie Wonder. Não é nenhum exagero tratar este como talvez, o maior lançamento fonográfico deste ano.

Novembro:

Spiritbox – “The Fear Of Fear

Aqui temos, excepcionalmente, um EP. Porém um EP com qualidade e relevância de um LP. O terceiro trabalho da banda Spiritbox veio no embalo do álbum de estreia de enorme sucesso de 2021, “Eternal Blue”, que liderou as paradas e dominou as listas de final de ano dos diversos sites de música pelo mundo, incluindo a Confraria Floydstock e ainda no seu material seguinte, EP “Rotoscope”.

Até o momento, o grupo acumulou mais de 400 milhões de streams de carreira em plataformas e 76,4 milhões de visualizações no YouTube. Eles também foram indicados para dois Juno Awards no ano passado por “Grupo Revelação do Ano” e “Álbum de Metal/Hard Music do Ano”.

Dezembro:

Therion – “Leviathan III

A banda sueca Therion, do genial bandleader Christofer Johnsson, já é multicampeã em nossas listas aqui e chega ao bicampeonato consecutivo com os álbuns “Leviathan II”, que chegou no ano passado e “Leviathan III”, que findou solenemente trilogia neste ano, com uma obra soberba e um metal sinfônico com selo de qualidade e firma reconhecida em cartório. Sem dúvida, um dos melhores lançamentos de 2023 e do Therion como um todo.

Peter Gabriel – “i/o” (escolhido pelo voto popular, além de referendado pelo confrade Luís Ivã)

O ex-Genesis Peter Gabriel veio divulgando faixa a faixa durante todo o ano de 2023, mais um trabalho impecável.

“i/o” quebrou um jejum de 21 anos do artista, abrangendo 12 faixas em vários mixes diferentes e traz as colaborações de Brian Eno, colaborador de longa data de Gabriel, bem como o guitarrista David Rhodes, o baixista Tony Levin, o baterista Manu Katché.

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