Músico tinha 73 anos de idade
Les Binks, lendário baterista do Judas Priest e membro da banda entre 1977 e 1979, faleceu no último domingo (14). A causa da morte não foi revelada.
Nascido em julho de 1951, na Irlanda do Norte, ele iniciou sua carreira trabalhando com artistas como Eric Burdon (The Animals, War) e Roger Glover (Deep Purple, Rainbow), além da banda pop Fancy. Foi justamente tal conexão com Glover, produtor do disco ‘Sin After Sin’ (1977), que o levou ao Priest.
A trajetória de Les Binks no Judas Priest e a saída conturbada
Binks integrou o Judas Priest durante a gravação dos álbuns ‘Stained Class’, ‘Hell Bent For Leather’ (conhecido como ‘Killing Machine’ no Reino Unido) e o Ao Vivo ‘Unleashed In The East‘. Porém, disputas com o gerenciamento da banda culminaram em sua saída. Em entrevista, ele revelou que o produtor de ‘Unleashed In The East’ se recusou a pagá-lo, fazendo-o se sentir um “contratado, não um membro efetivo”, o que gerou uma rixa:
“Foi absurdo. Um álbum que vendeu milhões, e eu não receberia um centavo.”
Binks se despediu antes da etapa norte-americana da turnê de Killing Machine e Dave Holland (ex-Trapeze).
Atividades posteriores e projetos
Após o Priest, Binks seguiu na cena underground inglesa e colaborou com bandas como Lionheart (com o ex-Iron Maiden Dennis Stratton), Tytan, Raw Glory, e artistas como Eugenio Finardi. Em 2010, criou o Les Binks’ Priesthood, uma banda dedicada a recriar clássicos do Judas Priest.
Em 2018, ele seria membro do KK’s Priest , projeto de KK Downing, mas uma fratura no punho antes das gravações o impediu. Sean Elg ganhou o posto.
Indução ao Rock Hall e reconciliações tardias
Em 2022, Binks foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame junto com ex-integrantes como KK Downing e membros atuais como Rob Halford, tocando com os ex-colegas de banda após mais de 40 anos. A honraria permitiu sua reaproximação com Downing, com quem não se falava desde 2017. Ele destacou à época:
“Foi um momento de profissionalismo e respeito.”
Legado e influência no metal pesado
Sua contribuição no Judas Priest foi notável, em faixas como “Hell Bent For Leather”, que ajudaram a definir o thrash metal. O baterista era conhecido por técnicas inovadoras, como o uso de double bass em momentos críticos.
Reações e despedidas
A banda homenageou-o em nota:
“Sua percussão foi de primeira classe e ajudou a moldar nossa identidade.”
KK Downing, guitarrista, chamou Binks de “um dos melhores bateristas do mundo” e lamentou a perda. Já Rob Halford destacou sua importância nas redes sociais:
“Les foi parte fundamental de um dos capítulos mais marcantes da banda.”
