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Milton Nascimento: um dos cantores e compositores brasileiros mais gravados no mundo

Carioca de nascimento e mineiro de coração, Milton Nascimento é, junto a Tom Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto, um dos cantores e compositores brasileiros mais gravados no mundo.



Nomes como Wayne Shorter, Pat Metheny, Björk, Peter Gabriel (com quem co-escreveu a faixa “Breath after Breath” do Duran Duran), Herbie Hancock, Quincy Jones, Jon Anderson, Andreas Vollenweider.e Sarah Vaughan gravaram suas músicas e “Bituca” chegou participar de shows ao vivo com alguns deles.

Filho de mãe solteira que faleceu quando ele tinha apenas dois anos foi criado pela avó que trabalhava na casa de uma família cuja uma das filhas não conseguia engravidar. Foi adotado pelo casal Lilia e Josino Campos e criado junto aos outros irmãos também adotivos e apenas uma filha biológica que o casal conseguiu ter anos depois após intensos tratamentos. Sempre soube que era adotado e isso nunca foi um problema para ele que sempre declarou ter tido uma infância feliz.

A música sempre fascinou Milton e aos 13 anos já era crooner da banda de Wagner Tiso fazendo bailes onde continuou por anos se apresentando.

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Morando em casa de diversos amigos no interior de Minas Gerais e outros estados vivendo de cachês em bares noturnos e viajando quando podia com a banda de Tiso, Milton sempre quis se dedicar à música e foi convencido pelos amigos a abandonar seu emprego de escriturário para seguir seu sonho e mudou-se para Belo Horizonte para cursar economia onde continuou se apresentando em bares.

Conheceu o embrião do que viria a ser o Clube da Esquina quando morava numa pensão em Belo Horizonte. Lá estavam os irmãos Borges, Marilton, Lô e Márcio. Dos encontros na esquina das Ruas Divinópolis com Paraisópolis surgiram os acordes e letras de canções como “Cravo e Canela“, “Alunar“, “Para Lennon e McCartney“, “Trem Azul“, “Nada Será Como Antes“, “Estrelas“, “São Vicente” e “Cais“. Aos meninos fãs do The Beatles e do The Platters vieram juntar-se Tavinho Moura, Flavio Venturini, Beto Guedes, Fernando Brant e Toninho Horta.

Em 1967 a músicaTravessia” composta por ele e Fernando Brant, ocupou a segunda posição no Festival Internacional da Canção e que no qual foi o título do primeiro disco gravado por Milton.



Após lançar mais três discos em 1972 a EMI gravou o primeiro LP, “Clube da esquina“, que era duplo com Lô Borges. Com este disco Milton Nascimento entra definitivamente para o seleto grupo dos grandes artistas da MPB.

Dono de uma das vozes mais particulares e melódicas da MPB ele fascinou Elis Regina que conheceu em 1963 no Rio de Janeiro quando ainda viajava com Wagner Tiso. Daí em diante surgiu uma grande amizade e Elis o escolheu como o cantor e compositor preferido e Milton retribuiu com sentimento dizendo que todas as músicas que compôs foi pensando em Elis o qual considera o grande e verdadeiro amor da sua vida, algo que realmente sentiu com intensidade após o próprio irmão dela dizer isso a ele. Com a amizade de Elis conheceu Agostinho dos Santos que o viu se apresentando num bar onde substituiu um músico e logo se tornaram amigos. Agostinho foi o responsável por inscrever três músicas no Festival Rio de Janeiro e as três foram aprovadas.

E assim Milton se tornou um dos maiores cantores e compositores do Brasil e um nome de peso quando se fala em música brasileira no exterior. A mais nova conquista de Milton é nada mais nada menos que Esperanza Spalding que conheceu as canções do “Bituca” através de uma amiga também contrabaixista brasileira e que apresentou a ela um disco que ele gravou com Wayne Shorter.

Longa vida a Milton Nascimento.



Pelo confrade Gonçalo Jr.

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