Ney Matogrosso, quarenta e quatro anos de carreira e completando setenta e seis de vida no dia primeiro de agosto próximo, será o grande homenageado desta noite na 28ª edição do Prêmio da Música Brasileira, idealizado e sempre dirigido por José Maurício Machline, que desta vez muito custou para conseguir fazer Ney, desafeito a tais reverências, a aceitar receber tal homenagem, que acontecerá no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e transmitida pelo Canal Brasil a partir das 21 horas, horário de Brasília.
A cerimônia fora roteirizada por Zélia Duncan que co-apresentará a festa ao lado de Maitê Proença. Festa essa que além da homenagem-mor ao próprio Ney Matogrosso, contemplará alguns dos 79 indicados em 35 categorias. (VEJA A LISTA COMPLETA AQUI).
Veja a programação dos números musicais desta noite:
Músicos fazendo tributo:
Chico Buarque – “As Vitrines“
Ivete Sangalo – “Sangue Latino“
Alice Caymmi e Laila Garin – “Bomba H“
Lenine – “Bicho de Sete Cabeças II“
Pedro Luís – “O Mundo“
Karol Conka – “Homem com H“
BaianaSystem – “Inclassificáveis“
Maria Bethânia – texto de abertura
Ney canta:
“Rosa de Hiroshima“
“Pro Dia Nascer Feliz“
“Sentimental“
Mais duas canções não divulgadas…
Egresso de Bela Vista, Mato Grosso do Sul, partiu para a São Paulo para ser hippie e mergulhar na dramaturgia, aos 17 anos Ney de Souza Pereira estava dando o pontapé inicial para fazer história na música brasileira.
Quando um grupo procurava um cantor de voz aguda para completar uma banda, Ney topou e a partir daí integrou o mais inovador e transgressor grupo musical da cena da música popular brasileira setentista, O Secos & Molhados, que influenciou e influencia gerações.
Após dois álbuns lançados e apresentações antológicas, como a do Maracanazinho mostrada no programa Fantástico da Rede Globo, Ney Mtogrosso deixou o Secos e partiu para uma estupenda carreira solo gravando somente o fino da bossa de nossa música.
Ney já declarou que apesar de não ser compositor, tudo o que canta e interpreta é o que ele teria escrito.
Ainda que amante incondicional da plena liberdade do ser, o cantor e show-man já manifestara desacordo com eventos do tipo Parada Gay e até mesmo com os rótulos Gay, Hétero, Bi, etc…
Devo ser livre para ser o que quiser ser, disse Ney à Pedro Bial no programa Conversa com Bial da Rede Globo.
Pára fechar, a mais recente: “Gay é o caralho, sou um ser humano”.
Um ser humano valoroso e um puta artista, um dos maiores deste e do século passado. Um baloarte.