Ao todo, 5 bateristas assumiram as baquetas da banda até aqui
A saída de Eloy Casagrande do Sepultura no início de 2024 marcou o fim de uma era para a banda brasileira, que havia anunciado sua última turnê no final de 2023. O anúncio foi seguido pela transição de Eloy para o Slipknot, decisão que gerou desconfortos internos, especialmente com Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura. Apesar das tensões, Eloy demonstrou maturidade e respeito ao falar sobre o novo baterista da banda, Greyson Nekrutman, em entrevista à revista Modern Drummer.
Disse o baterista:
“Ele é um baterista muito bom. Eu costumava vê-lo postando vídeos de jazz e solos de bateria nas redes sociais. Ele é um músico brilhante e desejo a ele e ao resto da banda tudo de bom. Tenho muito respeito por ele”
O ex-baterista do Sepultura também revelou que se reuniu com Greyson em São Paulo para compartilhar conselhos e experiências antes de sua estreia na banda.
“Greyson veio ao meu estúdio quando se juntou à banda para fazer alguns ensaios, e tivemos uma conversa muito boa. Ele tinha apenas duas ou três semanas para aprender todas as músicas, então dei a ele alguns conselhos: ‘costumávamos tocar essa música mais rápido. Tenha cuidado com esta porque tocávamos mais devagar’. Não estava ensinando ele a tocar, porque ele pode tocar qualquer coisa que quiser. Ele é um baterista incrível”
Eloy ainda surpreendeu ao sugerir uma reunião inédita:
“Talvez pudéssemos reunir todos os bateristas do Sepultura.”
Ao longo dos mais de 40 anos da banda, cinco bateristas assumiram as baquetas, incluindo Greyson, Eloy, Igor Cavalera (fundador), Roy Mayorga (em turnês de emergência) e Jean Dolabella.
O caminho até o Slipknot
Na mesma entrevista, Eloy relembrou como foi sua entrada no Slipknot.
“Tudo aconteceu no final de 2023, quando recebi uma ligação do empresário da banda me convidando para uma audição. O Sepultura havia decidido parar, então foi uma decisão natural para mim continuar tocando ao invés de me aposentar”
O processo de seleção foi envolto em sigilo absoluto.
“No final de 2023 e início de 2024, eu não deveria falar com ninguém sobre isso. Nem o Sepultura sabia. Gravei seis músicas no meu estúdio em São Paulo, enviei para eles e, em janeiro de 2024, voei para Palm Springs para a audição. Passei dez dias ensaiando com a banda como se fosse um show ao vivo. No meu primeiro show, com a máscara no rosto, pensei: ‘Isso está realmente acontecendo. Não posso acreditar’”
Eloy destacou a emoção de tocar com uma banda que influenciou sua carreira.
“Eu cresci ouvindo Slipknot e sempre quis ter essa experiência. Dividimos o palco várias vezes quando eu estava no Sepultura, mas estar na banda é algo completamente diferente.”
