“Não tenho a menor ideia do que você está falando. Não tenho Netflix, disse o frontman.
A faixa “Child in Time”, do Deep Purple, voltou a circular com força após ser usada em um trailer de “Stranger Things”. A música aparece em versão adaptada para o material promocional da quinta temporada. A série é uma produção original da Netflix e se aproxima de sua fase final. O uso de canções clássicas em trailers e cenas costuma ampliar a busca por catálogos históricos. O episódio reacendeu comentários sobre a trajetória do grupo britânico e sobre a relevância do álbum “Deep Purple in Rock”, lançado em 1970.
Gillan afirma que não sabia do uso e diz não ter Netflix
Questionado sobre a presença da música no trailer, Ian Gillan declarou que desconhecia o assunto. O vocalista afirmou que não tinha ideia do que estava sendo mencionado. Ao ser informado de que se tratava de “Stranger Things”, ele disse não assinar Netflix. Gillan também declarou que não mantém televisão em casa. Com isso, disse ter sido pego de surpresa com a informação. A declaração foi atribuída a uma entrevista concedida à revista britânica Classic Rock.
O peso histórico da canção e sua relação com apresentações ao vivo
“Child in Time” é considerada uma das composições mais emblemáticas do Deep Purple. A música ganhou fama por mudanças de dinâmica e por exigir grande extensão vocal. Ao longo dos anos, a execução completa se tornou menos frequente em shows. Em entrevistas anteriores, Gillan já comentou que a canção demanda características específicas de voz. A passagem do tempo costuma alterar a forma como repertórios antigos são encaixados em turnês atuais. Por isso, o interesse renovado pela faixa também reabre discussões sobre fases distintas da banda.
Séries como vitrine e o efeito no catálogo de artistas clássicos
“Stranger Things” se consolidou como um fenômeno cultural com impacto direto na redescoberta de músicas de décadas passadas. Quando uma faixa aparece em cena ou em trailer, o consumo tende a crescer em plataformas digitais. O efeito costuma se estender a álbuns, clipes e compilações relacionados ao artista. No caso do Deep Purple, “Child in Time” é frequentemente citada como porta de entrada para o período inicial do grupo. A exposição em uma produção global também reforça a circulação do legado do rock clássico entre públicos mais jovens.
