“KISS” veio ao mundo após seguidas tentativas e “fracassos”, com a banda preparando essa estreia vinílica exaustivamente de janeiro a julho de 1973.
Antes disso, a banda faz uma gravação demo com o lendário produtor Eddie Kramer, com 5 músicas – em algumas músicas parece até superior ao que foi gravado no primeiro álbum, cuja audição impressiona Neil Bogart, e lhes garante um contrato com a recém formada Casablanca Records.
A escolha de 9 faixas dos ensaios em outubro e as gravações, levaram 2 semanas até novembro de 1973 e correram extremamente fáceis, com a produção de Richie Wise e Kenny Kerner, que desejavam manter o som da banda o máximo possível parecido com o que seria ao vivo.
Em 18/02/1974 o álbum é finalmente lançado, e no dia seguinte, a banda participa do programa de televisão In Concert (Dick Clark) na ABC, tocando “Firehouse“, “Black Diamond” e “Nothin´ to Lose” (disponível no DVD Kissology Vol 1).
“KISS” é um álbum com músicas que resistiram ao desafio do tempo. “Strutter“, “Deuce“, “Black Diamond“, “Cold Gin“, “Nothin´ To Lose“, “Firehouse” e até “100,000 Years” aparecem com freqüência nos shows da banda até hoje. Por ser o primeiro, e considerado por Paul Stanley, perfeito, a mãe de todos os outros, é como uma declaração de independência. Apesar do baixo orçamento e limitações na gravação do álbum, que refletem um pouco no som, é um álbum indispensável, assim como os seguintes “Hotter Than Hell” e “Dressed to Kill“, que culminariam com o auge da banda nos palcos: “Alive I“.
Pelo confrade Marcos Filho.










