Tanto a agora ex-vocalista, como a guitarrista Prika Amaral deram explicações hoje sobre o caso.
A banda brasileira de thrash metal Nervosa sofreu hoje mais uma baixa.
Em suas redes sociais, a vocalista espanhola Diva Satânica anunciou que estava fora do grupo:
“É sempre difícil fazer este tipo de post, mas também é necessário, vamos lá:
Não faço mais parte do Nervosa desde o último mês de novembro, portanto não faço parte do processo de composição ou gravação do próximo álbum e, obviamente, não sou responsável por qualquer decisão que a banda tenha tomado durante os últimos meses.
A única razão que me levou a esta situação foi a falta de acordo entre ambas as partes em relação ao processo de tomar decisões na banda. Nada mais, sem ressentimentos contra ninguém, apenas ideias diferentes.
Este capítulo está fechado, mas gostaria de agradecer a todos os que me apoiaram durante esta aventura e também à Napalm Records por confiar em todos os novos membros da banda que ajudaram a remar na mesma direção. Estou muito honrada em fazer parte do legado dessa banda que inspirou e empoderou muitas mulheres ao redor do mundo.
Por último, mas não menos importante, e só para deixar bem claro, esta decisão não tem nada a ver com minha paixão por fazer música e turnês (mal posso esperar para voltar à estrada novamente!), e meu compromisso com a minha banda Bloodhunter (e todos os outros projetos e colaborações dos que eu faço parte), que me apoiaram incondicionalmente durante estes anos que fiz parte da Nervosa, e com quem já estamos a trabalhar num novo álbum e planos de turnê para 2023.
Obrigado a todos os fãs da banda pelo apoio e amor, nos vemos em breve!”
Momentos mais tarde, a guitarrista Prika Amaral, única remanescente do trio original e atualmente “chefe” da banda, concedeu uma entrevista ao jornalista Gastão Moreira, dando sua versão dos fatos. Veja alguns trechos transcritos pelo IGORMIRANDASITE:
“A galera na internet fala muita b#sta sem saber. A saída dela não teve nada de briga. A gente se fala, desejo o melhor para ela e vice-versa. Criaram uma problematização muito grande em torno da troca de lineup, mas é a mesma coisa de trocar de emprego. […] Faz parte da vida. A galera tem que parar de me massacrar na internet. (…) Falam muito que sou difícil de conviver. Já vi fã da Nervosa dizer que ama a banda, mas me odeia. Todos da banda saindo e a banda ter se renovado duas vezes não significa que eu sou ruim. Tenho meus defeitos, não sou perfeita, mas jogam de forma muito agressiva e com muita certeza de uma coisa que não é. […] Isso contagia outras pessoas. (…) Não é fácil ter uma banda de mulher. Automaticamente temos menos opções do que homens. Se eu fosse montar uma banda masculina, eu teria uma infinidade de opções, tanta gente pra escolher. Para mulher é diferente. Temos menos opções. As opções que temos são maravilhosas, mas a questão é até onde cada uma quer sacrificar, até onde cada uma quer ir, cada uma pensa diferente. (…)
Dentro da banda eu sempre dei de direitos iguais. Por exemplo, a gente recebe o mesmo. Eu não recebo mais do que elas. Isso é uma banda, é uma sociedade. Sempre pergunto: ‘o que você acha disso’?, sempre tento incluir as meninas, mas também às vezes as pessoas tem um perfil mais do tipo ‘esperar que você peça alguma coisa’ do que realmente contribuir. Temos que entender o perfil de cada um.
Mas estava tudo tranquilo. As pessoas não têm noção do que é a convivência em uma turnê. […] Mas as meninas levaram tudo super bem, se comportaram super bem. Não tivemos problemas dentro da turnê, tipo ‘ah, uma está de mau humor’. Elas realmente levaram tudo de uma forma muito positiva. Era tudo muito novo pra elas. (…) A Diva queria se dedicar mais ao projeto que criou, e a Nervosa não tem muito tempo pra isso. Ela conseguiu fazer pouco com a banda dela enquanto estava na Nervosa. Isso também mexe um pouco com ela. Ela quer participar de outros projetos. Mas ela nos ajudou muito devemos agradecer muito a ela por isso. (…) Ela informou que estava fora em setembro, antes da turnê na América Latina. Ela falou que iria cumprir todas as atividades até o final do ano, pois ela sabia que já tínhamos perdido a Eleni e a Mia não poderia ir na turnê, sem vocalista é muito complicado. Então, pedi pelo amor de Deus, pois os fãs da América Latina precisavam vê-la cantando. Então, ela disse que não seria problema, que queria fazer. Foi muito nostálgico, triste ao mesmo tempo, pois sabia que seria a última tour, mas ela foi super legal com a gente. (…) Desde setembro, trabalhamos com uma nova vocalista para ter certeza de tudo. Quando sair o single novo, em março, vocês saberão a nova vocalista.”
De 2020 para cá saíram do Nervosa: a baixista/vocalista Fernanda Lira (2020), as bateristas Luana Dametto (2020), Eleni Nota e Nanu Villalba (2022), além da baixista Mia Wallace, que se afastou temporariamente devido a questões pessoais, já tendo retornado.







