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A longa e difícil despedida do Deep Purple

No mês que vem o Deep Purple lançará o que ironicamente apesar do nome, deverá ser seu álbum derradeiro.



“inFinite” chegará no dia 7, já tendo uma de suas faixas divulgadas ( Saiba Aqui ) e sendo ponto de partida para uma longa turnê de despedida do grupo bretão, a “The Long Goodbye Tour”, que se estenderá por todo 2017 e ganhará 2018 provavelmente, como explicou o baixista Roger Glover:

“Como o nome já deixa claro, será um longo adeus. Nenhum de nós consegue encarar o fato de que a banda vai acabar em algum momento. Estamos com essa formação já faz algum tempo e somos felizes com o que fazemos. Mas Ian Paice sofreu um derrame ano passado, estamos chegando a uma idade difícil. É um despertar para o fato de que estamos frágeis. De qualquer modo, a turnê irá além deste ano. Só não esperem que continuemos por muito mais”.


É inegável o amor que esses cinco integrantes, já juntos há mais de uma década tem pela marca Deep Purple.
Porém vale ressaltar que esse grupo só parou entre 1976 e 1984, e ainda com seus membros sempre em constantes trocas de formação, participando de outros projetos e bandas quando fora do Deep Purple, literalmente envelhecendo nos palcos e estúdios e é claro, o tempo nunca favorece, ao contrário, mina o fôlego e o físico, diminuindo a resistência.
E os alertas começaram a surgir: o derrame de Ian Paice e a fragilidade trazida pela idade apontada por Glover os fazem ter que sucumbir à ideia do fim.
Realmente esse parece ser o momento apropriado.
O Deep Purple é um mostro sagrado do rock and roll e um dos maiores nomes do hard rock puro em essência, senão seu maior representante setentista e justamente por isso merece um fim digno, repleto de qualidade e bom gosto, que sempre permeou o grupo.
Ano passado a banda foi enfim, após um absurdo atraso, induzida à calçada da fama no Rock And Roll Hall of Fame nos EUA.
Infelizmente o tempo é antagônico ao vigor e à visceralidade, dois componentes inerentes a esta banda, sobretudo nos espetaculares concertos tais como os maiores deles, registrado no duplo ao vivo “Made in Japan”, nos tempos do célebre guitarrista Ritchie Blackmore, que recentemente remontou o seu Rainbow e também demostrou vísiveis sinais de fragilidade.
No mês passado nós perdemos os pais do heavy metal, o Black Sabbath. E no ano que vem a profúnda púrpura do Hard Rock deverá nos deixar para se tornarem lendas absolutas com seu legado.

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